sábado, 28 de maio de 2011

15º Selo




Regras:
Exibir a imagem do selinho recebido e o link de quem te indicou.
Minnie - http://imperfeitamenteperfeita.blogspot.com/

Responder as 10 perguntinhas abaixo:
1 - O que você mais gosta e o que acha que falta no blog Hakkyo Hoppier?
Eu ainda não conheço :S , mas vou ter de ir ver
2 - Qual seu filme de suspense favorito?
Sinceramente não sei porque já não vejo filmes desse género à algum tempo :S
3 - Qual seu tipo de assombração preferido?
Fantasmas, definitivamente
4 - Fale uma música que combine com o blog Hakkyo Hoppier e uma que combine com o SEU blog?
Não sei pois ainda não visitei o blog, mas no meu é algo que se identifique comigo e com o que me rodeia
5 - Quem você acha que foi na última vida?
Talvez uma princesa pelo gosto assoberbado por História.
6 - Qual o livro que você está lendo (ou o último que leu)?
Damon, Almas Sombrias
7 - Você passaria a noite num cemitério?
Não sei, todo este mundo de sobrenaturais me arrepia muito. Depende da companhia.
8 - Você venderia a alma de alguém?
Nunca. É o que de mais puro há em mim.
9 - Visite o blog Hakkyo Hoppier e poste seu link para divulgar seu blog também.
Passo lá assim que surgir um tempinho ;)
10 - Se pudesse escolher sua aparência, como seria?
Hum, não sei :

Indicar para no mínimo 5 blogs
Anne - Godbye My Lover
Devaneios de uma Vida

It's me, Đaniiel Sousa **
Jane - Não se escreve só nos livros (...)
Um diário escrito em segredo

Avisar os blogs indicados
Claro que sim (:

sábado, 21 de maio de 2011

Tempo de Qualidade

Foto da minha autoria
Pois bem, dois diazinhos no Gerês, rodeada de ar puro e de muito verde. Foi, sem dúvida, um tempinho de descanso bem aproveitado, afastada de tudo aquilo que me encomodava, esquecendo-me mesmo, por momentos, de tudo aquilo que se tem passado a minha volta. Foram dois dias passados em boa companhia, com muita energia e muitas risadas. Volto cansada, exausta para dizer a verdade, mas contente por ter ido e por ter sido capaz de experênciar coisas novas e relaxar um bocadinho. Agora chega a altura do merecido descanso. Vou tentar esquecer-me que na segunda tenho estágio - bolas, lembrei-me.

terça-feira, 17 de maio de 2011

So Sorry!


Esta tem sido uma vasta ausência, não por vontade do meu coração acreditem.
Com o estágio e as aulas às costas custa dar asas à imaginação, ter folia na ponta dos dedos para deixar as ideias fluirem e transformarem-se em algo que faz parte de mim. Será assim por mais algumas semanas, até dia 9 de Junho.
Está a ser complicado. Tudo à minha volta ostenta um ar pesado e escorregadio. Carregado de pontos negros e fraquezas. E são nestes pequenos momentos de paz, em que a casa está silenciosa e apenas o barulho dos carros abrange os meus ouvidos, que me permito voar por entre pensamentos.
(O sossego terminou! Bhhh)
É destes momentos que eu sinto falta. De sossego, de paz, da vida que tinha, daquilo que tinha, da liberdade, do voar por entre as nuvens de sonhos que me pertenciam.
Espero que continuem a passar por cá, e a deixar o vosso pequeno rasto.
Não tenho seguido os blogues que fazem parte de mim, apenas brevemente, assim que tudo isto acabar prometo fazer comentários de palmo e meio.

:')

Half of myself


Metade de mim flutua no oceano imenso, em tons de azul celeste, da cor do céu.
Metade de mim corre por velhos prados verdejantes repletos de um cheiro a natureza incomum.
Cada metade sente falta daquela que, inocentemente, deixou para trás.
As lágrimas de metade de mim expandem o mar, conferem-lhe sabor.
As lágrimas de metade de mim regam flores silvestres, acrescentam um tom verdejantes a árvores velhas e mortas.
O sorriso de metade de mim perde-se por entre a força cruel e inanimada das ondas.
O sorriso de metade de mim é levado por ventos cortantes que fazem restolhar os ramos das árvores.
O sentir de metade de mim embrenha-se nos corais.
O sentir de metade de mim ornamenta cantos recônditos nos troncos das árvores, em arbustos espinhosos.
Metade de mim vagueia para o prado.
Metade de mim vagueia para o mar.
Eu só estou completa quando essas duas metades encaixam e deixam de ser metades de mim para sermos 'nós'.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

As palavras... são minhas!


As palavras não são a tinta da minha caneta, as teclas do meu computador. As palavras não são meios, são sentimentos vividos. As palavras não me preenchem, esvaziam-me.
As palavra não são o que vem de mim, são parte de mim.
Existem dois tipos de palavras:
  • Aquelas que me dita o coração: lentas, completas;
  • E aquelas descritas pelo meu espírito: apressadas, descompassadas, incompletas, não pensadas.
As palavras não são aquilo que vem de mim, sou eu; são cada pedaço de mim transcrito num papel, desenhado numa página; são um manuscrito de instruções, um mapa do tesouro.
As palavras são o que não podemos ver mas que, secretamente, sentimos.

As palavras são minhas, pertencem-me e é convosco que as partilho.

Possibilita, cria, vence...


Ela permanece dentro de nós, adormecida. Chamusca-nos por dentro, demonstra-nos lampejos da sua presença. Dá-nos força nos momentos de maior loucura, se assim lhe podemos chamar. Cria momentos em que laços protectores nos rodeiam; possibilidade de sonhos realizados, medos contrariados e obstáculos vencidos acompanham-na. Ela pertence a cada um de nós, faz mais pela nossa pessoa do que nós mesmos.
Possibilita, cria, vence.
Escondemo-nos dela com medo de a confundirmos, de alucinarmos, de nos fazer arrepender; refugiamo-nos naquilo que é real, explicito e nos rodeia. Impedimos o sonho, a realização... e é aí, nesse exacto momento, que ela nos assalta, mortífera, destemida, quando menos esperamos. Dá de si e dá-nos a conhecer quem verdadeiramente somos e de que massa somos feitos. 
Ela permanece dentro de nós, adormecida; a Coragem!

terça-feira, 3 de maio de 2011

O despertar.


As cores eram inexistentes. A escuridão abundava nos meus olhos e no meio daquela negrura silênciosa ouvi o teu respirar quente a ecooar no meu ouvido. Abri os olhos lentamente e virei-me enrolando os lençóis quentes em volta do meu corpo. Os teus braços preencheram-me e os teus lábios delinearam a ponta do meu nariz. Aconcheguei-me no teu corpo espetando facadas na saudade que sentia, invadindo-a e expulsando-a do meu coração e do meu espírito. Com a cabeça pousada sobre o teu peito senti o aroma do teu perfume a assaltar-me e inspirei mais profundamente para que pudesse preencher-me com tamanha doçura. Esfreguei os olhos com vagar e olhei para ti; mesmo no meio de toda aquela escuridão eu era capaz de distinguir perfeitamente o brilho dos teus olhos castanhos e apesar do nevoeiro quente que me ia envolvendo o olhar senti o teu sorriso a formar-se quando toquei os teus lábios com os meus pequenos dedos. O teu rosto aproximou-se do meu até o teu nariz tocar suavemente no meu. Ficamos entrelaçados no corpo um do outro, sentindo o teu respirar tocar os meus lábios, aquecendo-os. Os teus dedos compridos envolveram-se nos meus e ambos colocamos as mãos junto dos nossos corações. Eu sentia o bater leve, forte e descompassado do teu coração enquanto tu sentias a calma e o delirio da minha pulsação. Os teus lábios cercaram os meus e mesmo a milimetros de distância eu conseguia sentir e apreciar o seu toque. O beijo repleto de paixão surgiu, intensificando-se enquanto as nossas línguas se envolviam e os nossos cheiros se misturavam. As nossas mãos continuavam entrelaçadas sobre ambos os corações e nenhuma palavra ou qualquer outro gesto seria capaz de desenvolver correctamente uma frase que descrevesse todos os sentimentos que continhamos à flor da pele.

Não haveria melhor descrição para o nosso primeiro beijo. As emoções que sentiamos, o amor que explodia como fogo-de-artifício, o bater forte, descompassado e apaixonado dos nossos corações.

Nada melhor para descrever o nosso amor senão os sentimentos que provêm de nós mesmos.

domingo, 1 de maio de 2011

Estou sentada no sofá à espera que comece o Peso Certo. Espero que valha a pena ;)

Opiniões

O que acham do novo nome do blog Today Thoughts. Tomorrow Dreams?

Nature #6


O toque frio da sua pele que percorria o meu corpo fazia-me estremecer, os beijos longos e urgentes faziam-me arrepiar. As suas mãos, que prendiam os meus braços, eram longas e suaves. Frias. Os seus lábios deslizaram pelo meu pescoço e senti o roçar macio deles contra a minha pele. O meu pescoço inclinou-se para trás, quase automaticamente, e o beijo que se seguiu deixou-me mais receptiva àquele momento. Aquele gesto prolongou-se, ele cheirava, intensivamente, o meu pescoço como se o meu cheiro fosse difícil de interpretar ou até mesmo de se sentir. Senti o roçar quente dos seus dentes na minha pele frágil. Quando os seus dentes rasgaram a minha pele saltei e dei um grito de dor. Sentia o sangue a abandonar o meu corpo por aqueles rasgões e estava assustada ao mesmo tempo que sentia um delírio de sensações frenéticas a percorrerem-me. Contraí o meu corpo contra o dele e as minhas unhas cravaram-se na sua pele com tamanha força que a rasgou. Os seus dentes abandonaram o meu pescoço, que agora se encontrava frágil, e a sua língua percorreu os dois rasgões fazendo com que sentisse a pele a cobrir novamente aquela ferida, como uma cura acelerada. Ele deitou-se a meu lado e cobriu-me com uma pequena coberta. O seu braço rodeou-me e encaixou o seu corpo no meu deixando um pequeno beijo no meu ombro. Aconcheguei-me nele e entrelacei a sua mão na minha. Fechei os olhos e o sono levou-me a sítios que eu nunca sonhara existir. Era um campo belo, havia árvores de todas as cores, não só em tons verde, com em azuis e cor-de-rosa. Se prestasse bem atenção conseguia encontrar sete cores diferentes; as cores do arco-íris. Ao longe, sentado num banco, estava ele, debruçado sobre o lago, com o seu cabelo a esvoaçar ao som do vento e a sua pele a brilhar com a luz forte que irradiava do sol. Do meu lado direito um bela cascata emergia deixando que a sua água fluísse em belos fios perfeitos que contemplavam aquela pequena baía. Aproximei-me do banco onde ele estava e sentei-me ao seu lado apreciando o belo tom de azul que ornavam os seus olhos. Era um azul tão profundo que parecia que tinha uma vida de histórias para contar. Onde não existia apenas amor mas tristeza. Solidão. Peguei na sua mão, tinha um trago mais quente e senti-me confortável com aquele gesto.

- Quem és tu? - Perguntei calorosamente.
- Acho que já leste sobre mim, Theo.
- Como é que sabes o meu nome?
- Tenho muitos contactos - disse sorrindo.
- Assustas-me com toda essa sabedoria. Mas o que queria saber é o teu nome.
- Darius, princesa.
- Eu... Eu li sobre ti. Eu... lembro-me. És...
- ...velho, sim eu sei. Os séculos passaram sem eu dar conta de que passavam por mim também. Felizmente a minha aparência continua a mesma. Nunca terei cabelos brancos, o que é certamente um aspecto positivo, presumo - concluiu por sua vez. - Há muito tempo que não sentia uma pele tão suave e quente contra a minha. É uma sensação que me havia esquecido. Agora, sinto-me fascinado por ela. Normalmente as pessoas temem-me, afastam-se de mim no segundo em que sabem o que sou e o que tenho capacidades para fazer. A luta entre o bem e o mal é constante, travo-a todos os dias. Não quero ser mau a não ser que seja extremamente necessário. Não quero magoar ninguém! Porque é que não és como todos os outros?
- Penso que seja talvez por tudo o que me fizes-te sentir quando te deitavas ao meu lado todas as noites. A segurança, a protecção, o carinho. Fizeste-me sentir bem. Amada. Cuidavas de mim e isso significava mais para mim do que eu realmente pensava - terminei com um sorriso suave que ele apanhou e guardou para si.
- Isso é bom, penso eu - disse a medo.
- É, penso que sim. Podias-me contar a tua história - afirmei velozmente utilizando o tom de voz de uma criança.
- Talvez um dia...

Continua...