quarta-feira, 9 de março de 2011

Chamamento do Amor #2


«Retirei as chaves e quando ia para abrir a porta elas caíram-me. Ele abaixou-se gentilmente ao mesmo tempo que eu e as nossas mãos voltaram a tocar-se no momento em que ambos tentamos segurar as chaves. Olhamos nos olhos um do outro, desta vez estávamos bem mais perto; tão perto que eu conseguia sentir o seu respirar quente no meu pescoço e um arrepio que subia pelas minhas costas. Levantei-me bruscamente e estendi a mão para que ele me devolvesse as chaves. Ele voltou a olhar-me nos olhos e aproximou os lábios dos meus, senti-me congelar dos pés à cabeça. Ficamos tão perto que respirávamos o mesmo ar, tão perto que quase sentia o toque dos seus lábios… Eu tinha de sair desta situação, tinha de conseguir tirar os olhos dos lábios dele e abrir o raio da porta.»

terça-feira, 8 de março de 2011

Palavras ditas no silêncio de um olhar

Olhei para ti, as lágrimas caíam-me desesperadamente e eu só queria que ficasses por perto. Gostaria de ter as palavras necessárias para dizer o quanto te Amo e o quanto significas para mim, gostaria de ser capaz de ser mais forte e capaz de continuar a cair e levantar sem nunca chorar. Queria-me capaz de fazer algo pela nossa situação, queria-me contigo. Sinto-me perdida sem ti, sinto que nada tenho mesmo que rodeada por tudo, sinto-me miseravelmente mal. O que posso eu fazer? Como posso eu mudar isto? Diz-me que farei o que for necessário. Sei que a nossa felicidade juntos é verdadeira, vamos lutar lado a lado por ela, não quero desistir, nunca desistirei do maior amor da minha vida. Posso chorar, gritar ou espernear por muito forte que seja a dor mas nunca deixarei para trás a pessoa mais importante da minha vida.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Deixa que me perca


 Deixa-me voar entre as nuvens, deixa-me sentir a brisa de um vento quente e agradável, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me navegar por mares nunca antes navegados, deixa-me sentir as ondas fortes e bravias, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me correr por campos de flores, deixa-me sentir o aroma que esvoaça no ar, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me correr por caminhos rochosos, deixa-me cair e levantar, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me entrar no primeiro comboio, deixa-me sentir o estremecer das linhas, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me ver-te, deixa-me tocar a suavidade da tua pele, deixa-me sentir o toque delicioso dos teus lábios, deixa-me aconchegar na segurança do teu abraço, deixa que me perca mas nunca me percas de vista...

Chamamento do Amor



«Estar sentada a comer e a observar o mar tem o toque especial. Com as pressas e stresses do dia-a-dia as pessoas comem a correr nem dando hipótese ao estômago de digerir aquilo que ingeriram. Mas as pessoas que ali estavam, tão trabalhadoras como quaisquer outras, almoçavam lentamente pois a brisa fresca e quente, o cheiro salgado a maresia acalmava qualquer um que por lá passasse. Era por isso que sempre considerara este um ambiente pacífico onde o vento leva os problemas e a maresia traz a calma e a bonança. Pena nem sempre podermos desfrutar deste ambiente soalheiro. O mar revolta-se… Tem as suas fases; mas ele só leva aquilo que lhe pertence. Sim, é verdade, eu temia cruelmente esta força da natureza. Nunca nadara a mar aberto pois receava que lhe pertencesse. Não lhe queria pertencer, apenas agradecer pelos momentos de paz com que tantas vezes me contempla.»

Este é um pequeno excerto de uma história que comecei a escrever para um passatempo.
Opiniões? Ficaram curiosos?

Noite de lembranças


Relembramos os nossos tempos primordiais. A primeira vez que ouvimos a voz um do outro, as tardes que passamos a conversar, as mensagens carinhosas, o primeiro «Amo-te»... Lembranças que nos deixaram com um sorriso e que preencheram o nosso coração.

Meses que para nós são bem mais do que uma eternidade! 

Fall asleep with me


Dorme comigo esta noite... Encosta-te a mim, abraça-me e não saias! Quero adormecer nos teus braços, protegida pelo teu cheiro e pelo teu aconchego. Acorda-me com beijinhos de manhã para que os teus olhos sejam a primeira coisa que vejo

Novo Design



Bem...
Apeteceu-me mudar um bocadinho o blog e com a ajuda do namorado lá consegui!

O que acham?

domingo, 6 de março de 2011

Fucking Distance


Sabem o que é, sinceramente, pior do que um amor não correspondido?
É um amor correspondido e distante. Um amor que exige força, dedicação e muita luta. Luta contra os obstáculos que o destino teima em colocar num caminho percorrido a dois, dedicação ao amor que se sente e força para superar as críticas, a inveja e uma luta que de vez em quando pode ser perdida.

O que fazer nestas situações?
Ter muita força, muita coragem e muita esperança de que em breve tudo dará certo e será mais perfeito do que alguma vez imagináramos. Se o amor for verdadeiro e forte o bastante irá ultrapassar todos os caminhos e todos os obstáculos que queiram por-nos. Só se formos capazes de não virar as costas na primeira dificuldade é que temos a certeza e o conhecimento de que o amor é verdadeiro e que sobreviverá a todas as tempestades.

Dói?
Sim, dói muito. É uma dor excruciante,  inegável e incontrolável. Uma dor que consigo trás lágrimas e um aperto forte no coração. Sinceramente, uma dor indescritível.

Solução...
Amar muito. Aproveitar todos e quaisquer momentos mesmo que estes sejam passados à distância. Um telefonema, uma mensagem, um email, uma fotografia, uma montagem... Muita dedicação, muito carinho e acima de tudo uma presença constante.

Este post é em resposta ao anterior!
Agradeço a todas que se preocuparam (:

Gone...


Hoje vou desaparecer por um bocadinho... Estou mesmo a precisar!

sábado, 5 de março de 2011

Sussurro ao mar #34



Tiago saiu apressado em direcção ao hospital deixando-me em casa sozinha com as meninas. Como elas eram calminhas não iriam haver quaisquer problemas. Deitei-me na chaiselong que havíamos colocado perto dos berços das meninas. Estava tão cansada fisicamente que sentia que se caísse no sono iria ser difícil de acordar. Fechei os olhos por uns instantes; as meninas dormiam e se elas acordassem eu ouviria. Sentia o sono límpido e calmo que me chegava; deixei-me levar por ele... Através do sono chegava o sonho, um sonho escuro onde tudo o que se ouvia era o choro sufocado de um bebé. A minha aflição de mãe começou a surgir e exaltada procurava de onde chegava aquele som. Sentia-me perdida no meio daquela escuridão. Escuridão esta que não me permitia sequer ver um palmo à frente dos olhos. Escuridão esta que me aterrorizava e afligia. Acordei sobressaltada ao perceber que todo aquele choro sufocante não fazia parte do sonho mas sim da pura realidade. Corri para Ariana que mexia os pequenos bracinhos e chorava já sem conseguir respirar. As lágrimas desciam agora pelo meu rosto e o meu coração batia forte com o medo. Liguei para o 112 e cinco minutos depois a ambulância havia chegado. Começaram a ventilar Ariana para que os seus pulmões não ficassem despromovidos de ar e no caminho para o hospital, com Anita ao colo, liguei a Tiago exaltada e a chorar desalmadamente.

- Amor, o que se passa? Porque é que estás a chorar? Passa-se alguma coisa com as meninas? - Perguntou preocupado.
- É a Ariana amor. Adormeci por uns momentos e quando acordei ela estava sufocada no próprio choro com os bracinhos no ar como em pedido de ajuda. É tudo por minha culpa, nunca deveria ter adormecido - disse enquanto o meu choro se intensificava. - Chamei uma ambulância, estamos a caminho do hospital. A Anita está a dormir sossegadinha. Por favor, anda ter connosco...
- Eu estou a caminho, eu estou a caminho. Tem calma que vou para a vossa beira - e desligou o telemóvel. Percebi pelo tom da sua voz que estava tão nervoso e com tanto medo como eu. Algumas das suas hesitações mostraram-me que as lágrimas também o ameaçavam.

A ambulância parou à porta das urgências e uma médica nova acompanhada por uma enfermeira de meia idade correram na nossa direcção. Após trocarem algumas palavras com os paramédicos levaram Ariana para dentro e eu corri com Anita atrás delas.

- A mãe tenha calma. Nós já vimos trazer-lhe novidades. Sente-se aqui um pouquinho. Alguma coisa que precise dirija-se aquela senhora ali - disse carinhosamente.

Sentei-me nervosa ansiando a chegada de Tiago. Os meus olhos estavam fixos na porta, as minhas lágrimas continuavam a cair pouco acolhedoras. Uma senhora observava-me com pena a saltar-lhe do olhar; era a senhora que a médica me havia indicado anteriormente. Ela dirigiu-se a mim:

- A menina necessita de alguma coisa? Talvez um copo de água com açúcar? - Perguntou amavelmente.
- Se não se importar eu agradecia muito.
- Não é incomodo nenhum minha querida, eu volto já.

Os meus olhos voltaram-se para a porta novamente inquirindo-se se Tiago ainda se demoraria. Eu estava nervosa, precisava que ele me abraçasse. Anita continuava a dormir sossegadinha, mas pouco deveria faltar para que acordasse pois estava quase na hora de ela comer. Tiago entrou a correr pelas portas do hospital e vendo-me senti a aflição no seu olhar. Ajoelhou-se a meu lado e acariciou Anita.

- Como é que ela está?
- Não sei - disse chorando com mais intensidade - a médica levou-a lá para dentro. Vieram a ventila-la na ambulância. Amor - retorqui quase sem fôlego - tenho medo. - Ele abraçou-nos ás duas e as lágrimas começaram a correr pelo seu rosto.

A senhora voltava agora com o copo de água. Tiago sentou-se na cadeira ao meu lado e segurou a minha mão junto da dele.

- Aqui tem a águinha minha querida. O senhor é o pai da menina? Não se preocupem. Os melhores médicos do país estão neste hospital e tenho certeza que irá correr tudo bem - informou-nos virando as costas com um sorriso aprazível no rosto.

Peguei no copo e só aí reparei no quanto as minhas mãos tremiam. Não confiava na minha força por isso entreguei Anita nos braços de Tiago enquanto tentava que aquela água açucarada me acalmasse. A médica chegava agora perto de nós. Parecia calma e tranquila. Será que isso queria dizer que não haviam motivos para preocupações ou que este era o rosto que todos os médicos ostentavam, sendo a notícia boa ou má?

- Podem me acompanhar se fazem favor. Precisamos de conversar. Vou levar-vos até à vossa filha.

Seguimo-la por aqueles corredores neutros que sempre me atemorizaram. Pela janela vi Ariana ligada ás máquinas. Nesse momento o meu coração disparou e o meu choro intensificou-se cruelmente. Coloquei as minhas mãos na janela numa tentativa de chegar perto da minha menina pequenina. A dor que o meu coração sentia era a mais cruel que alguma vez tinha experimentado. As minhas forças escapuliam-se pelo meio dos meus dedos. Tiago abraçou-me e manteve-me debaixo do seu braço para que eu me segurasse e não caísse...

Continua...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Procura-se


Desço a rua olhando para cada esquina, cada canto, cada direcção... Percorro tudo com um olhar incessante que te procura. O meu coração bate desenfreadamente em busca daquele a quem o meu coração pertence, em busca daquele que, de forma sensata, roubou o meu amor. O meu olhar inquisidor debate-se com a quietude de uma rua de terra batida embutida no meio de árvores que se haviam despido no inicio do Outono. A última folha castanha de uma árvore que aparentava ter mais de cem anos caiu ao lado do meu pé. Encostei-me à árvore sentido que ela sentia tantas saudades das suas folhas como eu tuas. Sentei-me e retirando o meu livro comecei a ler. As minhas leituras favoritas baseiam-se na fantasia. Gosto de viver a história e interpretar a personagem principal sabendo que ela vive num mundo completamente diferente do meu. Entre as linhas o meu olhar desviava-se continuando à procura que a tua silhueta se começasse a formar por entre a sombras que as árvores formavam. A tua ausência começava a apertar o meu coração e não conseguia concentrar-me o suficiente para compreender aquilo que lia. Fiquei encostada à árvore sentido aos poucos as gotas de chuva que caíam. Quando a minha roupa já se encontrava molhada e colada ao meu corpo levantei-me virando costas àquele lugar que me servira de companhia durante horas e abandonei-o deixando para trás o entoar do meu choro. Entre os meus passos que se arrastavam ouvi chamarem o meu nome. Pensei ser fruto da minha imaginação e do meu desejo por isso continuei a arrastar-me para fora daquele lugar que me acolhera num momento em que alguém me magoara. Voltei a ouvir o meu nome e voltei-me para trás. Vi-o chegar ensanguentado e agarrado à barriga. Corri desalmadamente tropeçando nos meus próprios pés e caindo na terra molhada. Levantei-me e voltei a correr. Agarrei-o no exacto momento em que o seu corpo perdia as forças e caía em direcção ao chão.

- Não podia deixar de olhar nos teus olhos e dizer que te Amo uma única vez... como te prometi.
Eu Amo-te...
- Fica comigo, não me deixes... não quero ficar sozinha. Eu sei que és forte.. luta por nós!
- Eu vou amar-te sempre - e quando terminou a frase os seus olhos fecharam-se e o seu corpo perdeu todas as forças que a vida trazia. Naquele momento desejei morrer contigo...

Será que devo confessar que chorei a escrever isto?

Fériaaaaaaas

Só para meter um bocadinho de inveja... Esta semana de férias vai-me saber pela vidinha. Pois é, eu não tenho os típicos três dias de férias no Carnaval, mas sim uma semana inteirinha. Os grande 18 estão a chegar e começo a ficar seriamente ansiosa ao mesmo tempo que triste pois esse dia não será passado com a pessoa que mais amo... Acho que me vai fazer bem esta semaninha de descanso. Tenho-me matado a trabalhar para que as notas sejam aquilo que pretendo e esta pausa trará maravilhas ao meu cérebro ;D

Boas férias e Bons Suspiros

quinta-feira, 3 de março de 2011

Castelo nas Nuvens #4


Chorei a tua ausência, chocada, magoada, meia perdida no meio de um jardim lindíssimo. As flores murchavam ao ritmo acelerado que as minhas lágrimas caíam... A relva verde e viçosa tornava-se acastanhada. Os meus sentimentos tornavam este jardim um lugar escuro e amedrontador... Não queria estar aqui, não sozinha, não perdida no meio de trevas que haviam aparecido para me levarem para longe.

- Meu amor... porque chorais?

O meu rosto vira-se e deparo-me com a beleza estonteante do costume... Beleza esta que sempre deixara meu coração aos pulos e a explodir amor. Levantei-me segurando firmemente em meu vestido que agora se encontrava sujo e molhado... Impróprio de uma princesa. Decepcionada com a minha indumentária corri para o palácio trancando-me nos meus aposentos. Retirei aquele vestido e atirei-o pela janela considerando-o lixo. O vento entrou relembrando o aroma a rosas que o meu corpo possuía. O mais belo dos vestidos repousava agora no meu corpo e eu estava pronta para receber o meu amor em meus braços. Desci as escadas pomposamente recebendo a sua mão junto dos últimos degraus.

- Que pretendeis fazer hoje princesa minha? Dançar? Cantar? Ler? Dizei-me e todos os vossos sonhos tornarei realidade.
- Pretendo apenas falar belo príncipe...  o porquê da sua ausência? Julguei tê-lo perdido! Cruéis pensamentos me chegaram... pensei nunca mais envolve-lo nos meus braços. Julguei nunca mais ser envolvida pelos seus beijos. Por onde andastes?
- Peço-lhe perdão bela rainha. De todo não era minha intenção trazer mágoa e medo a seu peito. Que poderá este coração apaixonada fazer por vós?
- Tornai-me vossa... para sempre!
- Nada mais desejo majestade, nada mais pretendo senão prender a sua vida à minha e tornar nossos corpos e nossos corações num elemento único e inquebrável.

Nossos lábios juntaram-se apaixonadamente e perdemo-nos na beldade de todo um conjunto de sentimentos. Seus braços elevaram meu corpo investindo em direcção ao quarto. Enquanto me pousava na cama seus beijos já percorriam entusiasticamente o meu corpo ao mesmo tempo que as suas mãos o envolviam carinhosamente. A sua respiração estava ofegante e essa sua reacção deixava todo o meu corpo num enorme arrepio sem fim.

- Que o mundo seja eternamente nosso - sussurrou-me ao ouvido...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sorriso



É com uma felicidade do além que verifico que chegamos aos 50 seguidores. Meia centena, é verdade! Com isto concluo que metade do meu objectivo foi conseguido :)

Opiniões sobre o blogue?...

Sessão de cinema com a Mana

Estados Unidos

Ano: 2010
Género: Animação
Duração: 100m

Pessoas Relacionadas 

Realização: Byron Howard, Nathan Greno 

Vozes: Alexandre Ferreira (I), Anabela, Bárbara Lourenço, Helena Montez, Henrique Feist, Pedro Caeiro, Rita Alagão


Resumo: O bandido mais procurado - e mais encantador - do reino, Flynn Rider, junta-se a Rapunzel e formam um improvável duo numa hilariante e frenética fuga de pôr os cabelos em pé, recheada de aventura, emoção, humor e muito cabelo!


Por e simplesmente adorei...

Parte mais engraçada: a guerra entre o Flynn e Maximus, o cavalo.
O engraçado deste cavalo é que ele agia tal e qual um cão, até a cauda abanava.

Parte mais comovente: quando o rei começou a chorar a ausência da princesa.

Parte que menos gostei: quando o Flynn cortou o cabelo à Rapunzel!

Há muito que queria ver este filme e assim que o vi não resisti... Acredito que, depois da Bela e o Monstro, este seja o meu filme favorito :)

Sussurro ao mar #33

Como estava tudo bem comigo e com as meninas fomos mandadas para casa, muito alegremente. Durante estes dias Tiago nunca havia saído de perto de nós; nunca, por um segundo que fosse, havia largado as nossas mãos. Anita e Ariana continuavam crianças sossegadinhas, dignas de verdadeiras princesas... Colocamos as cadeirinhas no carro e em menos de dez minutos encontrava-mo-nos em frente a casa de Tiago.

Sinto muito que não tenhas o apoio da tua mãe querida, não queria que as coisas resultassem desta forma - disse-me.
Não te preocupes amor, eu estou feliz contigo e com as bebés. Além de que ter o apoio do meu pai é suficientemente bom. Ele pôs-se à nossa disposição no caso de algo ser necessário.

Eu sabia que ele se sentia em baixo. Não só pela situação com a minha mãe mas essencialmente pela posição proeminente em que a sua mãe se encontrava. Entramos dentro de casa e por breves instantes deparei-me com a ausência que ele sentia. A mágoa no seu olhar dava, consequentemente, ao meu coração uma pequena dor que não conseguia controlar. Esperançosamente expectava que tudo ficasse bem. Anita e Ariana dormiam para variar um pouquinho. Irónico como sempre dizem que os bebés choram imenso e não dormem bem quando as minhas meninas dormem sonos de anjinhos. Deita-mo-las cada uma no seu berço e sentada na ponta da cama perguntei:

Queres conversar?
Acho que não me sinto muito preparado para conversar sobre esse assunto, pelo menos não agora que as meninas acabaram de chegar a casa - ele havia percebido a que assunto me referia. Sempre fomos capazes de nos compreender muito bem tal pelo tom de voz, como pela escrita ou até mesmo pela forma de agir. - Mas sim, mais tarde gostaria de desabafar contigo princesa - sorri-lhe entusiasticamente sentindo ainda aquela dor a latejar sobre o meu peito.

Tiago havia ido ao carro buscar o resto das malas e as prendas que nos haviam sido oferecidas quando ouvi o seu telemóvel tocar. Sendo um número público que tocava, atendi. Tiago chegou e ao ver-me com seu telemóvel mimou as palavras 'O que se passa?' . Desliguei o telemóvel boquiaberta.

Pediram a tua comparência no hospital. A tua mãe acordou...

continua...

Castelo nas Nuvens #3


O cansaço posicionou-se em nossos corpos após aquela deflagração de amor. Adormeci com a cabeça levemente repousada em seu peito abraçando-o para que não saísse de perto de mim... Quando o sonho se propagou pela minha mente eu não o esperava. Ou mesmo que estivesse à espera, esperaria algo fantástico e digno de uma princesa, não de um aterrorizador pesadelo que me levasse ás lágrimas. Apesar de saber que me encontrava embrenhada num sonho um tanto ou quanto cruel não haviam em meu corpo forças suficiente que me permitissem abandonar aquele sono profundo. Eu sabia que estava agitada, e todos os movimentos efectuados pelo meu corpo deviam-se ao facto de eu tentar escapar de algo que, com grandes redes, me prendia. Quando aquelas trevas abandonaram o meu espírito acordei. Olhei em meu redor procurando algo que me assustasse o suficiente para que gritasse e fugisse. O meu espanto foi grande quando me deparei com um quarto onde a única pessoa que lá residia era... eu! Olhei em frente, mirando ao espelho o meu visual desajeitado, nada digno de uma rainha ao mesmo tempo que me deparei com um tabuleiro com o pequeno almoço. Sempre adorara torradas; ele sabia-o bem. Aproximei-me daquele objecto e abri o pequeno postal que lá sossegava: «Meu Amor...» dizia. Desfrutei de todas aquelas voluptuosidades e em seguida banhei-me em pétalas de rosas selvagens pois estas davam ao meu corpo um aroma mais intenso, adocicado e prolongado. Adornei-me com o mais belo dos vestidos e decorei-me com o melhor penteado. Desci as escadas sumptuosamente esperando vê-lo esperar por mim. Mas tudo o que encontrei foi o entoar da minha voz! Corri todas as salas, saletas, quartos, cozinhas, jardins internos e externos em busca daquele que, na noite anterior, havia roubado o meu amor deparando-me somente com a sua ausência. Sentei-me no chão do jardim, rodeada por metros de um lindíssimo vestido, chorando a sua perda.
Onde estás meu amor...?

Continua...

terça-feira, 1 de março de 2011

Baunilha ♥

Baunilha... Eu Amo-te

Barcelona

Surgiu agora a oportunidade de ir a Barcelona... Depois da viagem a Bruxelas em Novembro era mais uma aquisição para o meu reportório :) E por acaso sempre quis visitar La Sagrada Familia :D
Será que irá correr bem e que vou ir? Huum. O namorado diz para ir, mas ... terei saudades tuas Hunny Bear

Super Woman


As vezes acho que tenho que ser tudo e que os outros não vêm nada. Esforço-me, tento ser o ideal de tudo e de todos e no fim ouço sempre aquela palavrinha que arrasa comigo. Percorro todos os dias um caminho que espero que vá em direcção a tudo o que idealizei para mim; mas todos os dias surgem obstáculos e pedras no meu sapato que são capazes de me impedir de continuar a caminhar por breves momentos. As árduas tentativas que fazem parte do meu dia-a-dia deixam-me exausta daí a minha pequena ausência no nosso cantinho. Quero ser capaz de seguir os meus sonhos e quero mostrar que deixarem-me seguir os meus sonhos é o melhor que podem fazer por mim pois eu estou disposta a tudo para provar que o mereço de verdade. Todos precisam de uma oportunidade de mostrar que realmente merecem algo; não me considero excepção à regra. O pior, no meio disto tudo, é que nunca pensei que não ter o apoio daquela certa pessoa magoasse tanto. Mas eu devo ser forte não é? E apesar de tudo o que possa acontecer nunca devo desistir devido à importância que tudo tem para mim, certo?

Suspiros não faltam ultimamente...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sondagem fechada

Bem... Após umas semanitas tentando perscrutar a vossa mente os resultados da sondagem Sussurro ao Mar finalmente saíram.

Adoro, é viciante - 20 votos (71%)
Gosto - 4 votos (14%)
É bom! - 2 votos (7%)
Não é interessante - 1 voto (3%)
Não gosto - 0 votos (0%)
É mau! - 1 voto (3%)
Num total de 28 votos

Os resultados foram melhores do que esperava tal como o número de votos. Mas confesso que os dois votos no 'Não é interessante' e 'É mau' me deixaram um pouquito em baixo; por isso pedia-vos a vossa opinião concisa e completa sobre este pequeno conto.

Bons Suspiros

New Song...


O que acham da nova música do blog?
Tracy Chapman - * The Promise *

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não !


Eu estou aqui contigo... Tu não és uma desilusão!
És o brilho do meu olhar.

Saudades tuas

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pedido

 
Bebé, quero um destes...

Castelo nas Nuvens #2


Após o final da nossa dança beijas-te a minha testa e acompanhaste-me até ao meu quarto. Ajudaste-me a despir e de cada vez que os teus dedos tocavam na minha pele eu sentia um arrepio subindo pelo meu corpo e o fraquejar das minhas pernas. Apesar de eu ver no teu olhar que não havia nenhuma intenção amorosa sentia o teu arrepiar de cada vez que me tocavas. Vestiste-me a camisa de noite. Era branca, suave e confortável e cobria o meu corpo até aos pés. Pegaste em mim e deitaste-me na cama aconchegando-me como se eu fosse uma criança. Depositas-te um beijo na minha testa e avanças-te até à porta em sinal da tua partida.

- Não te vás amor meu. Permanece!

Neste tempo não era natural que dormíssemos no mesmo quarto, quanto mais na mesma cama...

Olhas-te para o meu rosto e viste no meu olhar o implorar da minha voz. Voltaste-te e sorris-te caminhando na minha direcção. Senti o teu corpo colocar-se ao lado do meu suavemente e a tua respiração contra o meu pescoço deixava-me encrespada. Beijei os teus lábios de príncipe não deixando que contestasses a minha decisão. Ficas-te reticente inicialmente mas correspondes-te apaixonadamente ao meu chamamento. As tuas mãos começaram a perder-se no meu corpo enquanto eu me perdia em toda a tua essência. O toque dos nossos corpos juntos fazia magia. Havia quem dissesse que este sentimento era puro pecado e que mais tarde teríamos de responder perante Deus; mas desde quando é que expandir o nosso amor até ao profundo infinito poderia ser considerado pecado? Nós estávamos dispostos a quebrar todas as regras; o nosso Amor valia muito mais do que tudo o que se pusesse no nosso caminho. O teu corpo nu contra o meu fazia com que calores estranhos me percorressem. O que tu me fazias sentir ia além do imaginável, do descritível, do logicamente possível. Os teus beijos no meu pescoço endoideciam-me. Era o nosso amor expandido da forma mais real, mais verdadeira... Era o nosso momento perfeito, as nossas horas de prazer e de singularidade...

Continua...

Sussurro ao mar #32


Estava preocupada com a reacção que os meus pais teriam à minha decisão de permanecer junto a Tiago. Eu tinha uma vida diferente agora; era mãe e estava a caminho de me casar. Está na altura de começar uma vida nova e diferente, com diferentes ideais, sonhos  e objectivos... será que os meus pais entenderiam isso?! Ariana e Anita eram duas bebés saudáveis e sossegadinhas; eram raras as vezes em que choravam e tanto eu como Tiago só queríamos mima-las. Perdida nos meus pensamentos ouvi um leve bater na porta. Desviei o meu olhar da janela para ver quem entrava:

- Mamã...
- Filhota, como estás?
- Bem, e tu?
- Ah!, que meninas tão belas, tão perfeitas... São tão parecidas contigo quando eras bebé!
- Mamã, precisamos de conversar.
- Diz querida, passa-se alguma coisa?
- A minha vida é diferente agora mamã, eu tenho novas responsabilidades e eu e Tiago iremo-nos casar em breve. Eu não vou voltar para o Porto. O meu lugar e o lugar das minhas filhas é aqui, com Tiago. Eles são a minha família agora...
- Mas Leonor... Não acho de todo que essa decisão seja a mais acertada. Nesta nova fase em que és mãe deverias ficar perto de mim para que tudo eu te pudesse ensinar.
- Mas mamã, eu agora sei o que é ser mãe. Tenho o mesmo instinto protector que tu tens relativamente a mim, sei bem como cuidar das minhas bebés. Eu nunca as levaria para longe do pai, mamã... Eu sei bem o que senti quando o papá nos abandonou, não quero de forma alguma que os primeiros meses das minhas filhas sejam passados longe de alguém que é tão importante para elas.
- Não concordo com essa decisão minha filha. Se cá ficares não terás qualquer apoio da minha parte - e virou as costas saindo pela porta.

As lágrimas começaram a cair dos meus olhos magoados. Estava à espera de um grande apoio da parte da minha mãe e não um abandono. Mais uma vez um bater na porta voltou a entoar dentro do quarto. Limpei as lágrimas.

- Entre!
- Filha, como estás?
- Papá. Que bom que vieste, estava com saudades tuas.
- Eu também estava com saudades querida - e abraçou-me como se eu ainda fosse a menina dele.
- O que achas das tuas netinhas?
- São lindas como a mãe, disso não tenho quaisquer dúvidas. Por falar em mãe, como correu a conversa com a tua? Vi-a sair e não me parecia muito contente.
- Eu tomei uma decisão papá. Decidi permanecer aqui com Tiago e as meninas mas a mamã não concordou, disse que o meu lugar era perto dela. Mas eu não concordo! Eu não quero a Anita e a Ariana longe do pai e muito menos irei obrigar Tiago a vir unicamente devido a um capricho da mãe. A minha vida mudou papá...
- Eu compreendo filhota. Terás todo o meu apoio, disso não duvides.
- Obrigado papá, isso significa muito para mim.
- Mas querida, como ficará a faculdade agora?
- Eu vou ficar em casa este ano para cuidar das princesas mas para o ano vou-me inscrever e seguir o meu sonho papá. Sabes que se eu não tivesse engravidado que era para aqui que queria vir estudar, que era o meu sonho. Não desistirei nunca dele!
- Eu sei que não. Se precisares de dinheiro ou de alguma coisa não hesites em ligar querida. Estarei disponível 24 horas por dia. Agora se não te importas tenho de ir que tenho uma reunião marcada para daqui a duas horas. Posso vir visitar-vos na próxima semana?
- Claro que sim papá. Liga entretanto - beijou-me a testa e partiu.

Ter o apoio do meu pai surpreendeu-me acima de tudo porque sei o quão importante são para ele os estudos. Já a minha mãe surpreendeu-me negativamente porque apesar de ela não concordar com a minha decisão deveria, sempre, apoiar-me...

Continua...

Castelo nas Nuvens


Compras-te um castelo nas nuvens para nós. Ontem levaste-me lá. Fiquei parada no fundo das escadas admirando, assombrada, toda aquela beleza. Pegas-te em mim ao colo e começas-te a subir aquelas escadas fofas feitas de nuvem sem nunca retirar os teus olhos castanhos do meu rosto. Eu mirava-te atentamente. Aquele brilho que os teus olhos ostentavam... só tu poderias tê-lo; só uma pessoa como tu! Chegamos ao final daquelas escadas que nos levariam a um cantinho que seria somente nosso... Abris-te as grandes portas brancas debruadas a ouro e o barulho das mesmas entoou pelas centenas de salas e quartos que o nosso palácio continha. O primeiro passo para dentro daquelas portas colossais culminou num beijo apaixonado e ao colocares-me, suavemente, no chão abraçaste-me e sussurras-te ao meu ouvido: «Amo-te princesa minha». Pegas-te na minha mão como se de uma verdadeira princesa se tratasse e dirigiste-me até um quarto deixando-me à porta. Entrei sozinha e maravilhada com a visão que os meus olhos obtinham daquela divisão. A cama, antiga e grande, era digna de uma rainha. A pequena cómoda que se encontrava defronte da mesma possuía um espelho com entalhes orlados a ouro. O quarto em tons dourados e rosa deixava-me estonteada, maravilhada e perdida no meio de tamanha beleza... Abri o pequeno guarda vestidos e deixei-me cair perante a formosura de vestidos primorosos dignos de alguém da realeza. Aquele vestido azul, da cor dos mares mais límpidos, ficou na minha mente. Peguei nele e coloquei-o sobre meu corpo avaliando, ao espelho, como me ficaria. Despi-me lentamente e coloquei aquele vestido majestoso. Sentei-me na cadeira mirando o meu rosto, penteando o meu cabelo... Desci as escadas envergando uma beleza que nunca antes sentira em mim. Ao fundo das escadas, enfeitadas com uma longa passadeira vermelha, esperavas-me tão belo quanto eu me sentia. Pegas-te em minha mão ajudando-me a descer os últimos degraus e levaste-me até à sala de baile. Um senhor bem vestido estava prontamente sentado ao piano de cauda que eu sempre sonhara ter. A música começou a tocar suave e tu posicionas-te o teu corpo correctamente junto ao meu. Começamos a balançar os nossos corpos ao som daquela melodia percorrendo toda a sala com passos sumptuosos; perdendo-nos na beleza um do outro e no amor que fluía...

Continua...