sexta-feira, 11 de março de 2011

Chamamento do amor #3



«Dormia um sono tão descansado que não queria acordar. Não queria que aquele momento terminasse, queria permanecer ali com ele infinitas horas. Não queria que ele fosse embora. Sentiria tanto a falta dele que só me apetecia esconde-lo debaixo da cama e não deixa-lo partir. Mas ele tinha responsabilidades, e… Tiago. Eu tinha que compreender. Não podia ser egoísta ao ponto de apenas pensar somente naquilo que iria sentir.
Sentia-me confortável nos seus braços. Protegida. Segura. Estava tão aconchegada nele que sentia que éramos um só. O seu respirar no meu pescoço voltava a deixar-me arrepiada porém, a sensação era maravilhosa.»

Eu andava...


Andava triste pela rua. O meu olhar, incessante, procurava-te em cada canto. Era o meu aniversário e tinha-o passado sozinha. A tristeza saltava do meu olhar, o seu brilho havia desvanecido. As minhas mãos tremiam. As lágrimas esforçavam-se por cair mesmo que eu tentasse repeli-las.
Queria-te aqui - sussurrei.
Mergulhei numa maré brava de pensamentos. A minha visão turvava e eu não era capaz de distinguir as formas e vultos pelos quais passava. Por vezes tropeçava no meu andar acelerado e desajeitado. Queria sentir-te aproximar, queria o sabor doce dos teus lábios... Estarás sempre aqui, bem junto do meu coração cuidando dele e amando-o acima de tudo. Estarás sempre presente em cada memória e em cada decisão. Estarás sempre presente, segurando a minha mão independentemente de tudo, inclusive da distância.


Hoje pintei as unhas de azul.
Gostei.
:D

Post nº 200, estamos de parabéns

Sleep


Conchinha?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Gostaria de te dizer...




gostaria de te dizer o quanto o teu sorriso significa para mim
gostaria de te dizer o quanto fazes pulsar o meu coração
gostaria de te dizer o quanto me fazes feliz
gostaria de te dizer o quanto te amo e as proporções que este amor atingiu
gostaria de te dizer que anseio por sentir o toque da tua mão
gostaria de te dizer que estou louca por sentir os teus lábios
gostaria de te dizer o quanto dava para sentir o teu perfume
gostaria de te dizer tudo o que faria só para te ter por perto
gostaria de te dizer ...

Vicio...

Está na altura de admitir qual o novo vicio que nós temos: eu e o namorado.

Ano: 2010

País: EUA

Género: Terror

Realizador: Frank Darabont

Elenco: Andrew Lincoln, Jon Bernthal, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Jeffrey DeMunn, Steven Yeun, Chandler Riggs, Derrick McLeod, Adam Minarovich, Charles Casey, Alexyz Danine Kemp, Madison Lintz, Jeryl Prescott, Michael Rooker, Kristen Sanchez, IronE Singleton, Sonya Thompson, Emma Bell, Erin Leigh Bushko, Melissa Suzanne McBride, Juan Gabriel Pareja, Norman Reedus, Andrew Rothenberg, Steve Warren, Viviana Chavez, Maddie Lomax, Noah Lomax, Christoph Vogt, Scott M. Yaffee

Sinopse: O mundo que conhecíamos já não existe. Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o mundo fazendo com que os mortos se levantem e que se alimentem dos vivos. Em questão de meses, a sociedade desintegrou-se. Num mundo dominado pelos mortos, somos forçados a finalmente começar a viver. Baseado na série de banda desenhada de Robert Kirkman, esta série centra-se no mundo após um apocalipse zombie, no qual um grupo de sobreviventes é conduzido pelo policia Rick Grimes (Andrew Lincoln) na procura de um local seguro para viver. A história tem como seu ponto central a personagem Rick Grimes, policia que entrou em coma após ser atingido por um tiro numa acção de rotina da policia, durante o seu coma é que ocorre o Z-Day, ao acordar ele percebe que as coisas estão um tanto fora do normal, e ele vai em busca da sua esposa Lori Grimes e do seu filho Carl Grimes...

Pois é, todas as noites, por volta da meia noite e um quarto lá estamos nós na SIC à espera do início. Quando acaba ficamos zangados porque queremos ver e saber mais. Sim, tem partes completamente nojentas e os zombies são feios como tudo mas... é fixe. Temos que admitir que estamos seriamente viciados.

Dito por alto

Faltam dois dias para fazer anos. Sábado aproxima-se e acho que começo a ficar seriamente ansiosa ao mesmo tempo que um pouquito triste. Porquê? Porque não vou ter a presença do meu pequenino.
Não posso dizer que me sinta tão ansiosa pelo re-inicio das aulas tendo em conta que ficar em casa me está a saber pela vida. Pois é, ter tempos infinitos para ler, escrever, estar deitada na cama e passar momentinhos bons com o namorado está a ser maravilhoso.
Se tenho saudades de alguns momentos que passo com os amigos? Talvez, é provável que sim... mas a minha cama é uma verdadeira tentação após meses a acordar ás oito da manhã... bendito soninho :)
Vou é aproveitar os últimos dias porque segunda feira lá estou eu a correr para apanhar o autocarro...

quarta-feira, 9 de março de 2011

:(

Perdi um seguidor... Outra vez!

Sussurro ao mar #35

O desespero que eu sentia era excruciante. Ver a minha menina ali, ligada ás máquinas e sem qualquer conhecimento daquilo que aconteceria deixava-me sem fôlego.

- O que aconteceu é o que normalmente acontece quando existe uma gravidez de gémeos. O que eu quero dizer é que esta pequenina desenvolveu mais, ou seja, roubou, por assim dizer, alguns nutrientes à irmã, daí estar mais desenvolvida e terem havido algumas complicações durante o parto. Os pulmões da Ariana não estão completamente desenvolvidos por isso é que ela tem certas dificuldades em respirar. Ela terá de ficar uns tempos ligada àqueles aparelhos para que os pulmões acabem de se desenvolver e aí poderá voltar com vocês para casa. Por enquanto está tudo bem, ela estabilizou e não corre perigo de vida, podem ficar descansados - e sorriu cheia de simpatia e compaixão pela situação que estávamos a passar. Eu sentia que podia respirar de alívio, mas mesmo assim tinha medo, queria estar perto da minha menina pequenina e não largar a sua mãozinha nem por um segundo.

Tiago agradeceu à doutora e fomo-nos colocar perto de Ariana. Ela dormia descansada como sempre, mostrava-se tão pacífica com o seu rosto angelical. Como iria eu conseguir estar perto da minha menina sem poder pegar-lhe ao colo? Anita acordava agora espreguiçando-se e levantando os seus pequenos bracinhos na minha direcção. Peguei-lhe dando-lhe um beijinho na testa e encostei-a a mim para que pudesse sentir o seu perfume de bebé. Ela comeu satisfeitinha e depois voltou a adormecer no colinho do papá. Ele era-lhes tão dedicado, notava-se a quilómetros o quanto ele as amava e eu, ali ao lado dele, sabia a aflição que ele sentia ao ver a nossa menina naquela situação...

Continua...

Chamamento do Amor #2


«Retirei as chaves e quando ia para abrir a porta elas caíram-me. Ele abaixou-se gentilmente ao mesmo tempo que eu e as nossas mãos voltaram a tocar-se no momento em que ambos tentamos segurar as chaves. Olhamos nos olhos um do outro, desta vez estávamos bem mais perto; tão perto que eu conseguia sentir o seu respirar quente no meu pescoço e um arrepio que subia pelas minhas costas. Levantei-me bruscamente e estendi a mão para que ele me devolvesse as chaves. Ele voltou a olhar-me nos olhos e aproximou os lábios dos meus, senti-me congelar dos pés à cabeça. Ficamos tão perto que respirávamos o mesmo ar, tão perto que quase sentia o toque dos seus lábios… Eu tinha de sair desta situação, tinha de conseguir tirar os olhos dos lábios dele e abrir o raio da porta.»

terça-feira, 8 de março de 2011

Palavras ditas no silêncio de um olhar

Olhei para ti, as lágrimas caíam-me desesperadamente e eu só queria que ficasses por perto. Gostaria de ter as palavras necessárias para dizer o quanto te Amo e o quanto significas para mim, gostaria de ser capaz de ser mais forte e capaz de continuar a cair e levantar sem nunca chorar. Queria-me capaz de fazer algo pela nossa situação, queria-me contigo. Sinto-me perdida sem ti, sinto que nada tenho mesmo que rodeada por tudo, sinto-me miseravelmente mal. O que posso eu fazer? Como posso eu mudar isto? Diz-me que farei o que for necessário. Sei que a nossa felicidade juntos é verdadeira, vamos lutar lado a lado por ela, não quero desistir, nunca desistirei do maior amor da minha vida. Posso chorar, gritar ou espernear por muito forte que seja a dor mas nunca deixarei para trás a pessoa mais importante da minha vida.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Deixa que me perca


 Deixa-me voar entre as nuvens, deixa-me sentir a brisa de um vento quente e agradável, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me navegar por mares nunca antes navegados, deixa-me sentir as ondas fortes e bravias, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me correr por campos de flores, deixa-me sentir o aroma que esvoaça no ar, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me correr por caminhos rochosos, deixa-me cair e levantar, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me entrar no primeiro comboio, deixa-me sentir o estremecer das linhas, deixa que me perca para que só tu me possas encontrar. Deixa-me ver-te, deixa-me tocar a suavidade da tua pele, deixa-me sentir o toque delicioso dos teus lábios, deixa-me aconchegar na segurança do teu abraço, deixa que me perca mas nunca me percas de vista...

Chamamento do Amor



«Estar sentada a comer e a observar o mar tem o toque especial. Com as pressas e stresses do dia-a-dia as pessoas comem a correr nem dando hipótese ao estômago de digerir aquilo que ingeriram. Mas as pessoas que ali estavam, tão trabalhadoras como quaisquer outras, almoçavam lentamente pois a brisa fresca e quente, o cheiro salgado a maresia acalmava qualquer um que por lá passasse. Era por isso que sempre considerara este um ambiente pacífico onde o vento leva os problemas e a maresia traz a calma e a bonança. Pena nem sempre podermos desfrutar deste ambiente soalheiro. O mar revolta-se… Tem as suas fases; mas ele só leva aquilo que lhe pertence. Sim, é verdade, eu temia cruelmente esta força da natureza. Nunca nadara a mar aberto pois receava que lhe pertencesse. Não lhe queria pertencer, apenas agradecer pelos momentos de paz com que tantas vezes me contempla.»

Este é um pequeno excerto de uma história que comecei a escrever para um passatempo.
Opiniões? Ficaram curiosos?

Noite de lembranças


Relembramos os nossos tempos primordiais. A primeira vez que ouvimos a voz um do outro, as tardes que passamos a conversar, as mensagens carinhosas, o primeiro «Amo-te»... Lembranças que nos deixaram com um sorriso e que preencheram o nosso coração.

Meses que para nós são bem mais do que uma eternidade! 

Fall asleep with me


Dorme comigo esta noite... Encosta-te a mim, abraça-me e não saias! Quero adormecer nos teus braços, protegida pelo teu cheiro e pelo teu aconchego. Acorda-me com beijinhos de manhã para que os teus olhos sejam a primeira coisa que vejo

Novo Design



Bem...
Apeteceu-me mudar um bocadinho o blog e com a ajuda do namorado lá consegui!

O que acham?

domingo, 6 de março de 2011

Fucking Distance


Sabem o que é, sinceramente, pior do que um amor não correspondido?
É um amor correspondido e distante. Um amor que exige força, dedicação e muita luta. Luta contra os obstáculos que o destino teima em colocar num caminho percorrido a dois, dedicação ao amor que se sente e força para superar as críticas, a inveja e uma luta que de vez em quando pode ser perdida.

O que fazer nestas situações?
Ter muita força, muita coragem e muita esperança de que em breve tudo dará certo e será mais perfeito do que alguma vez imagináramos. Se o amor for verdadeiro e forte o bastante irá ultrapassar todos os caminhos e todos os obstáculos que queiram por-nos. Só se formos capazes de não virar as costas na primeira dificuldade é que temos a certeza e o conhecimento de que o amor é verdadeiro e que sobreviverá a todas as tempestades.

Dói?
Sim, dói muito. É uma dor excruciante,  inegável e incontrolável. Uma dor que consigo trás lágrimas e um aperto forte no coração. Sinceramente, uma dor indescritível.

Solução...
Amar muito. Aproveitar todos e quaisquer momentos mesmo que estes sejam passados à distância. Um telefonema, uma mensagem, um email, uma fotografia, uma montagem... Muita dedicação, muito carinho e acima de tudo uma presença constante.

Este post é em resposta ao anterior!
Agradeço a todas que se preocuparam (:

Gone...


Hoje vou desaparecer por um bocadinho... Estou mesmo a precisar!

sábado, 5 de março de 2011

Sussurro ao mar #34



Tiago saiu apressado em direcção ao hospital deixando-me em casa sozinha com as meninas. Como elas eram calminhas não iriam haver quaisquer problemas. Deitei-me na chaiselong que havíamos colocado perto dos berços das meninas. Estava tão cansada fisicamente que sentia que se caísse no sono iria ser difícil de acordar. Fechei os olhos por uns instantes; as meninas dormiam e se elas acordassem eu ouviria. Sentia o sono límpido e calmo que me chegava; deixei-me levar por ele... Através do sono chegava o sonho, um sonho escuro onde tudo o que se ouvia era o choro sufocado de um bebé. A minha aflição de mãe começou a surgir e exaltada procurava de onde chegava aquele som. Sentia-me perdida no meio daquela escuridão. Escuridão esta que não me permitia sequer ver um palmo à frente dos olhos. Escuridão esta que me aterrorizava e afligia. Acordei sobressaltada ao perceber que todo aquele choro sufocante não fazia parte do sonho mas sim da pura realidade. Corri para Ariana que mexia os pequenos bracinhos e chorava já sem conseguir respirar. As lágrimas desciam agora pelo meu rosto e o meu coração batia forte com o medo. Liguei para o 112 e cinco minutos depois a ambulância havia chegado. Começaram a ventilar Ariana para que os seus pulmões não ficassem despromovidos de ar e no caminho para o hospital, com Anita ao colo, liguei a Tiago exaltada e a chorar desalmadamente.

- Amor, o que se passa? Porque é que estás a chorar? Passa-se alguma coisa com as meninas? - Perguntou preocupado.
- É a Ariana amor. Adormeci por uns momentos e quando acordei ela estava sufocada no próprio choro com os bracinhos no ar como em pedido de ajuda. É tudo por minha culpa, nunca deveria ter adormecido - disse enquanto o meu choro se intensificava. - Chamei uma ambulância, estamos a caminho do hospital. A Anita está a dormir sossegadinha. Por favor, anda ter connosco...
- Eu estou a caminho, eu estou a caminho. Tem calma que vou para a vossa beira - e desligou o telemóvel. Percebi pelo tom da sua voz que estava tão nervoso e com tanto medo como eu. Algumas das suas hesitações mostraram-me que as lágrimas também o ameaçavam.

A ambulância parou à porta das urgências e uma médica nova acompanhada por uma enfermeira de meia idade correram na nossa direcção. Após trocarem algumas palavras com os paramédicos levaram Ariana para dentro e eu corri com Anita atrás delas.

- A mãe tenha calma. Nós já vimos trazer-lhe novidades. Sente-se aqui um pouquinho. Alguma coisa que precise dirija-se aquela senhora ali - disse carinhosamente.

Sentei-me nervosa ansiando a chegada de Tiago. Os meus olhos estavam fixos na porta, as minhas lágrimas continuavam a cair pouco acolhedoras. Uma senhora observava-me com pena a saltar-lhe do olhar; era a senhora que a médica me havia indicado anteriormente. Ela dirigiu-se a mim:

- A menina necessita de alguma coisa? Talvez um copo de água com açúcar? - Perguntou amavelmente.
- Se não se importar eu agradecia muito.
- Não é incomodo nenhum minha querida, eu volto já.

Os meus olhos voltaram-se para a porta novamente inquirindo-se se Tiago ainda se demoraria. Eu estava nervosa, precisava que ele me abraçasse. Anita continuava a dormir sossegadinha, mas pouco deveria faltar para que acordasse pois estava quase na hora de ela comer. Tiago entrou a correr pelas portas do hospital e vendo-me senti a aflição no seu olhar. Ajoelhou-se a meu lado e acariciou Anita.

- Como é que ela está?
- Não sei - disse chorando com mais intensidade - a médica levou-a lá para dentro. Vieram a ventila-la na ambulância. Amor - retorqui quase sem fôlego - tenho medo. - Ele abraçou-nos ás duas e as lágrimas começaram a correr pelo seu rosto.

A senhora voltava agora com o copo de água. Tiago sentou-se na cadeira ao meu lado e segurou a minha mão junto da dele.

- Aqui tem a águinha minha querida. O senhor é o pai da menina? Não se preocupem. Os melhores médicos do país estão neste hospital e tenho certeza que irá correr tudo bem - informou-nos virando as costas com um sorriso aprazível no rosto.

Peguei no copo e só aí reparei no quanto as minhas mãos tremiam. Não confiava na minha força por isso entreguei Anita nos braços de Tiago enquanto tentava que aquela água açucarada me acalmasse. A médica chegava agora perto de nós. Parecia calma e tranquila. Será que isso queria dizer que não haviam motivos para preocupações ou que este era o rosto que todos os médicos ostentavam, sendo a notícia boa ou má?

- Podem me acompanhar se fazem favor. Precisamos de conversar. Vou levar-vos até à vossa filha.

Seguimo-la por aqueles corredores neutros que sempre me atemorizaram. Pela janela vi Ariana ligada ás máquinas. Nesse momento o meu coração disparou e o meu choro intensificou-se cruelmente. Coloquei as minhas mãos na janela numa tentativa de chegar perto da minha menina pequenina. A dor que o meu coração sentia era a mais cruel que alguma vez tinha experimentado. As minhas forças escapuliam-se pelo meio dos meus dedos. Tiago abraçou-me e manteve-me debaixo do seu braço para que eu me segurasse e não caísse...

Continua...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Procura-se


Desço a rua olhando para cada esquina, cada canto, cada direcção... Percorro tudo com um olhar incessante que te procura. O meu coração bate desenfreadamente em busca daquele a quem o meu coração pertence, em busca daquele que, de forma sensata, roubou o meu amor. O meu olhar inquisidor debate-se com a quietude de uma rua de terra batida embutida no meio de árvores que se haviam despido no inicio do Outono. A última folha castanha de uma árvore que aparentava ter mais de cem anos caiu ao lado do meu pé. Encostei-me à árvore sentido que ela sentia tantas saudades das suas folhas como eu tuas. Sentei-me e retirando o meu livro comecei a ler. As minhas leituras favoritas baseiam-se na fantasia. Gosto de viver a história e interpretar a personagem principal sabendo que ela vive num mundo completamente diferente do meu. Entre as linhas o meu olhar desviava-se continuando à procura que a tua silhueta se começasse a formar por entre a sombras que as árvores formavam. A tua ausência começava a apertar o meu coração e não conseguia concentrar-me o suficiente para compreender aquilo que lia. Fiquei encostada à árvore sentido aos poucos as gotas de chuva que caíam. Quando a minha roupa já se encontrava molhada e colada ao meu corpo levantei-me virando costas àquele lugar que me servira de companhia durante horas e abandonei-o deixando para trás o entoar do meu choro. Entre os meus passos que se arrastavam ouvi chamarem o meu nome. Pensei ser fruto da minha imaginação e do meu desejo por isso continuei a arrastar-me para fora daquele lugar que me acolhera num momento em que alguém me magoara. Voltei a ouvir o meu nome e voltei-me para trás. Vi-o chegar ensanguentado e agarrado à barriga. Corri desalmadamente tropeçando nos meus próprios pés e caindo na terra molhada. Levantei-me e voltei a correr. Agarrei-o no exacto momento em que o seu corpo perdia as forças e caía em direcção ao chão.

- Não podia deixar de olhar nos teus olhos e dizer que te Amo uma única vez... como te prometi.
Eu Amo-te...
- Fica comigo, não me deixes... não quero ficar sozinha. Eu sei que és forte.. luta por nós!
- Eu vou amar-te sempre - e quando terminou a frase os seus olhos fecharam-se e o seu corpo perdeu todas as forças que a vida trazia. Naquele momento desejei morrer contigo...

Será que devo confessar que chorei a escrever isto?

Fériaaaaaaas

Só para meter um bocadinho de inveja... Esta semana de férias vai-me saber pela vidinha. Pois é, eu não tenho os típicos três dias de férias no Carnaval, mas sim uma semana inteirinha. Os grande 18 estão a chegar e começo a ficar seriamente ansiosa ao mesmo tempo que triste pois esse dia não será passado com a pessoa que mais amo... Acho que me vai fazer bem esta semaninha de descanso. Tenho-me matado a trabalhar para que as notas sejam aquilo que pretendo e esta pausa trará maravilhas ao meu cérebro ;D

Boas férias e Bons Suspiros

quinta-feira, 3 de março de 2011

Castelo nas Nuvens #4


Chorei a tua ausência, chocada, magoada, meia perdida no meio de um jardim lindíssimo. As flores murchavam ao ritmo acelerado que as minhas lágrimas caíam... A relva verde e viçosa tornava-se acastanhada. Os meus sentimentos tornavam este jardim um lugar escuro e amedrontador... Não queria estar aqui, não sozinha, não perdida no meio de trevas que haviam aparecido para me levarem para longe.

- Meu amor... porque chorais?

O meu rosto vira-se e deparo-me com a beleza estonteante do costume... Beleza esta que sempre deixara meu coração aos pulos e a explodir amor. Levantei-me segurando firmemente em meu vestido que agora se encontrava sujo e molhado... Impróprio de uma princesa. Decepcionada com a minha indumentária corri para o palácio trancando-me nos meus aposentos. Retirei aquele vestido e atirei-o pela janela considerando-o lixo. O vento entrou relembrando o aroma a rosas que o meu corpo possuía. O mais belo dos vestidos repousava agora no meu corpo e eu estava pronta para receber o meu amor em meus braços. Desci as escadas pomposamente recebendo a sua mão junto dos últimos degraus.

- Que pretendeis fazer hoje princesa minha? Dançar? Cantar? Ler? Dizei-me e todos os vossos sonhos tornarei realidade.
- Pretendo apenas falar belo príncipe...  o porquê da sua ausência? Julguei tê-lo perdido! Cruéis pensamentos me chegaram... pensei nunca mais envolve-lo nos meus braços. Julguei nunca mais ser envolvida pelos seus beijos. Por onde andastes?
- Peço-lhe perdão bela rainha. De todo não era minha intenção trazer mágoa e medo a seu peito. Que poderá este coração apaixonada fazer por vós?
- Tornai-me vossa... para sempre!
- Nada mais desejo majestade, nada mais pretendo senão prender a sua vida à minha e tornar nossos corpos e nossos corações num elemento único e inquebrável.

Nossos lábios juntaram-se apaixonadamente e perdemo-nos na beldade de todo um conjunto de sentimentos. Seus braços elevaram meu corpo investindo em direcção ao quarto. Enquanto me pousava na cama seus beijos já percorriam entusiasticamente o meu corpo ao mesmo tempo que as suas mãos o envolviam carinhosamente. A sua respiração estava ofegante e essa sua reacção deixava todo o meu corpo num enorme arrepio sem fim.

- Que o mundo seja eternamente nosso - sussurrou-me ao ouvido...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sorriso



É com uma felicidade do além que verifico que chegamos aos 50 seguidores. Meia centena, é verdade! Com isto concluo que metade do meu objectivo foi conseguido :)

Opiniões sobre o blogue?...

Sessão de cinema com a Mana

Estados Unidos

Ano: 2010
Género: Animação
Duração: 100m

Pessoas Relacionadas 

Realização: Byron Howard, Nathan Greno 

Vozes: Alexandre Ferreira (I), Anabela, Bárbara Lourenço, Helena Montez, Henrique Feist, Pedro Caeiro, Rita Alagão


Resumo: O bandido mais procurado - e mais encantador - do reino, Flynn Rider, junta-se a Rapunzel e formam um improvável duo numa hilariante e frenética fuga de pôr os cabelos em pé, recheada de aventura, emoção, humor e muito cabelo!


Por e simplesmente adorei...

Parte mais engraçada: a guerra entre o Flynn e Maximus, o cavalo.
O engraçado deste cavalo é que ele agia tal e qual um cão, até a cauda abanava.

Parte mais comovente: quando o rei começou a chorar a ausência da princesa.

Parte que menos gostei: quando o Flynn cortou o cabelo à Rapunzel!

Há muito que queria ver este filme e assim que o vi não resisti... Acredito que, depois da Bela e o Monstro, este seja o meu filme favorito :)