sábado, 1 de janeiro de 2011

A despedida



Já te esperava à cinco minutos. A ansiedade fazia o meu coração pulsar o sangue mais rapidamente e todo ele fluia pelo meu corpo alterado e nervoso.
A oportunidade porque tanto esperamos, o momento que tanto lutamos para ter estava agora a uns breves minutos de distância.
E não, desta vez não é um sonho!
Vi o teu carro chegar; o nervoso miudinho dava-me aquela sensação inexplicavel no estômago.
Agarrei-me forte ao meu peito e pedi ao meu coração que por momentos se aguentasse sem saltar cá para fora. Ele respeitou o meu pedido até certo ponto.
Sais-te do carro, os teus olhos atentos procuravam a minha silhueta.
Estás perfeito como sempre... O sol reflete o brilho do teu cabelo castanho, o teu sorriso perfeito faz o meu coração bater descompassado e finalmente, quando os teus olhos encontram os meus; tudo pára e desaparece para que o Mundo se torne nosso.

Corri para ti, abracei-te, senti o teu coração bater tão forte como o meu...
Olhei os teus olhos; a sinceridade que deles vinha, o brilho e a doçura que sempre tiveram de cada vez que olhavam para mim!
Os teus lábios chamavam os meus, requeriam a minha atenção só para eles...
E eu não me cansava de observar o adocicado tom de cereja e a sua forma tão delineada enquanto lentamente me aproximava deles para te beijar.

Saudades, lágrimas que percorriam o meu rosto, a respiração já ofegante do longo e interminavel beijo que marcou o meu coração.

Meteste-me dentro do carro e levaste-me aos lugares mais belos e mais extraordinarios que os meus olhos poderiam contemplar.
Beijaste-me para que não esquecesses o sabor dos meus lábios. Tocaste-me para que não pudesses esquecer a textura da minha pele. Atingis-te o meu coração porque não querias que me esquecesse de ti!

Num abrir e fechar de olhos todas as horas que tinhamos para passar juntos chegaram ao fim...
Despedias-te de mim...

- Não vás, - pedi com as lágrimas nos olhos - não me deixes!
As minhas palavras fizeram com que chorasses juntamente comigo.
Abracei-te; queria-te dar as forças que ainda me restavam para que pudesses sorrir.

- Amor, não posso - disses-te.

- Então... Leva-me contigo!
Pegas-te na minha mão, beijaste-a, abraçaste-me, olhas-te nos meus olhos.
E desse dia em diante nunca mais disse:

«Até Breve Meu Amor» ...

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