quarta-feira, 2 de março de 2011

Sussurro ao mar #33

Como estava tudo bem comigo e com as meninas fomos mandadas para casa, muito alegremente. Durante estes dias Tiago nunca havia saído de perto de nós; nunca, por um segundo que fosse, havia largado as nossas mãos. Anita e Ariana continuavam crianças sossegadinhas, dignas de verdadeiras princesas... Colocamos as cadeirinhas no carro e em menos de dez minutos encontrava-mo-nos em frente a casa de Tiago.

Sinto muito que não tenhas o apoio da tua mãe querida, não queria que as coisas resultassem desta forma - disse-me.
Não te preocupes amor, eu estou feliz contigo e com as bebés. Além de que ter o apoio do meu pai é suficientemente bom. Ele pôs-se à nossa disposição no caso de algo ser necessário.

Eu sabia que ele se sentia em baixo. Não só pela situação com a minha mãe mas essencialmente pela posição proeminente em que a sua mãe se encontrava. Entramos dentro de casa e por breves instantes deparei-me com a ausência que ele sentia. A mágoa no seu olhar dava, consequentemente, ao meu coração uma pequena dor que não conseguia controlar. Esperançosamente expectava que tudo ficasse bem. Anita e Ariana dormiam para variar um pouquinho. Irónico como sempre dizem que os bebés choram imenso e não dormem bem quando as minhas meninas dormem sonos de anjinhos. Deita-mo-las cada uma no seu berço e sentada na ponta da cama perguntei:

Queres conversar?
Acho que não me sinto muito preparado para conversar sobre esse assunto, pelo menos não agora que as meninas acabaram de chegar a casa - ele havia percebido a que assunto me referia. Sempre fomos capazes de nos compreender muito bem tal pelo tom de voz, como pela escrita ou até mesmo pela forma de agir. - Mas sim, mais tarde gostaria de desabafar contigo princesa - sorri-lhe entusiasticamente sentindo ainda aquela dor a latejar sobre o meu peito.

Tiago havia ido ao carro buscar o resto das malas e as prendas que nos haviam sido oferecidas quando ouvi o seu telemóvel tocar. Sendo um número público que tocava, atendi. Tiago chegou e ao ver-me com seu telemóvel mimou as palavras 'O que se passa?' . Desliguei o telemóvel boquiaberta.

Pediram a tua comparência no hospital. A tua mãe acordou...

continua...

2 comentários:

  1. :$.. ohhh.. Gostei de ter lido a primeira partinha..
    Já no finzinho, fiquei contente da mae dele ter acordado.. :')

    :$ nao pares.. nunca!

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