sábado, 22 de janeiro de 2011

Sussurro ao mar #7


Aquele pedido tinha-me deixado estonteada; sentia-me agora a Mulher mais realizada do Mundo. Mas a verdade é que havia algo que me preocupava mais do que tudo: a distância!

Amor, este foi o momento mais perfeito da minha vida. É o momento pelo qual anseio desde que o nosso amor começou a desabruchar e eu não poderia estar mais feliz. Mas a distância preocupa-me porque estamos a dar um passo em frente, é um passo muito grande e muito importante, e eu não quero que a distância o anule. Quero viver ao teu lado, custa-me saber que daqui a pouco me vais levar a casa e que passarei mais umas semanas sem te ver. Apesar disso, sinto-me feliz, não poderia estar mais surpreendida porque não estava nada à espera que o pedisses agora. Queria poder pedir-te para ficares comigo, mas sei que não o posso fazer...

Ele sentou-se ao meu lado, segurou a minha mão e colocou o dedo em frente aos meus lábios - sosseguei toda aquela parafernália de palavras que saiam sem pausas nem vírgulas. O olhar dele era tão sincero, tão apaixonado e brilhava tanto mas tanto que a minha visão ofuscava.

Querida, eu Amo-te e nada no mundo será capaz de mudar isso. Nem distâncias, nem afastamentos, nada. Só temos que aguentar mais um bocadinho e esperar que as tuas aulas acabem e a distância acabará junto com elas. Vai ficar tudo bem, prometo!

Eu acredito nele acima de tudo. Sei que ficará tudo bem. Deitei a minha cabeça no seu colo e ficamos a ver o sol recolher-se enquanto a lua acordava e as estrelas começavam a formar-se num céu negro e revoltado. Assim que percebemos que a chuva não tardaria a cair corremos para o carro e fizemo-nos à estrada e em menos de nada um temporal tinha começado. Ele conduzia com todo o cuidado, mas a bravura daquele tempo assustava-me e nos meus olhos reluzia o medo de cada vez que um relâmpago dava de si. Ele segurava forte a minha mão pois sabia o que eu estava a sentir; ele sabia sempre! A chuva caía assustadoramente impedindo que a visão da estrada fosse clara. Nas curvas o carro derrapava e nesses breves momentos o meu coração parava. O caminho ainda era longo e eu temia por nós. Aproximava-se uma curva apertada e só nos apercebemos do carro que vinha a toda a velocidade na nossa direcção já tarde de mais. Ele virou o carro tanto quanto pôde e só me recordo do estrondo que houve quando embatemos num grande carvalho...

Continua...

13 comentários:

  1. Ele vai ficar com amnesia e já nao se vai lembrar dela :)
    Eu tenho muita imaginação querida xD
    Não queria nada que um deles morresse

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  2. Ai nããão.
    Não os mates please :)

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  3. Que bom, adoro ficar surpreendida :)

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  4. Não o mates, pleas!Ele é tão querido!
    Nem á ela, tbm... se não, a história acaba-se...
    "/

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  5. És tão.. dramatica --'

    Não podia acabar assim..

    Tiveram montes de bebes e viveram felizes para sempre??? --'


    :$.. va, força quero mais :D

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  6. Montes de bebes :D
    hahahaha, gostei da ideia.
    Podia ser uma equipa de futebol ;)

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  7. Equipa de futebol ?!

    É que era :$...


    Montes de bebes *.*
    Era muita foufinhaaaa a Historia :'D

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  8. Veremos o que irá acontecer..

    Quem sabe vocês não estarão certos ;)

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