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sábado, 11 de junho de 2011

(...)

 
O meu corpo jazia inerte sobre a cama. O meu rosto transmitia calma, serenidade e leveza. Os meus olhos translúcidos observavam aquela imagem com uma certa mágoa. Doía ver o quão rápido terminara a jornada da minha vida.
Olhei em minha volta, observei os meus pertences, aproximei-me do meu pequeno peluche preferido e uma lágrima de cristal caiu, impávida e serena sobre os pelinhos fofos do urso. Havia algo que me dizia que a minha jornada não estava completa, que deveria fazer algo antes que aquela luz grande, forte e brilhante me alcançasse fazendo-me subir as escadas de mármore branco que pareciam jamais terminar.
O meu coração começou a palpitar, como se fosse sair pela minha boca a voar em busca daquele que encaixaria nele como a peça de um puzzle. Aproximei-me da janela e peguei na pequena moldura cor-de-rosa que a decorava. Ele era lindo! Como um anjo caído do céu, como uma célebre luz brilhante que ofuscava os meus olhos; como o ser mais perfeito algum dia criado por Deus. Era como se o meu coração aclamasse por ele, como se cada lágrima que agora caia chamasse pelo seu nome... Meu Deus, era um frenesim de sentimentos este que percorria o meu espírito. As minhas pernas tremiam e o único pensamento que latejava na minha mente era o de o encontrar.
Fechei os olhos e concentrei-me nas suas feições angelicais, apertei as mãos contra o peito para que o meu coração de lá não saísse disparado e inalei profundamente o ar que me rodeava.
A atmosfera mudara, o ar que me circundava possuía um aroma diferente, adocicado. Abri os olhos lentamente. Ele estava deitado sobre a cadeira, com os olhos cerrados com tanta força que juraria a si mesmo que nunca mais seria capaz de os abrir, não possuía a capacidade de contemplar um mundo onde o seu único amor não mais existiria. Não era capaz de viver recordando-se de um sorriso que se perdeu, de um olhar brilhante que jamais voltaria a observar, não se julgava corajoso ou viril ao ponto de viver sem aquela que havia trazido felicidade à sua vida. As lágrimas caíam dos seus olhos e delineavam aquela pele morena até ao pescoço. A sua dor fazia-se sentir no meu peito, era como se algo batesse no meu coração como uma pedra e me magoasse tanto que não me deixava ter forças.
Aproximei-me dele e afaguei-lhe o cabelo. Sempre o fizera de cada vez que os nervos dele ressaltavam a flor da pele, sempre o acalmara.
Queria fazer-me sentir, queria que ele soubesse que estava ali com ele. Olhei para cima, como se o tecto tivesse sido agora substituído por um céu azul celeste ornado por nuvens brancas e brilhantes, e pedi para que alguém ouvisse as minhas preces.
- Abre os olhos - sussurrei baixinho. Senti o arrepiar que percorreu o seu corpo e o quanto o seu coração disparou quando ouviu a minha voz. Ele abriu os olhos lentamente, como se o que fosse ver lhe atormentasse a alma.
- Oh! meu Deus. - O rosto dele, que anteriormente reflectia dor e pesar irradiava-se agora de felicidade, alivio.
- Shhh. Não digas nada, apenas ouve o som da minha voz - pedi-lhe delicadamente enquanto as mesmas lágrimas de cristal voltavam a  percorrer o meu rosto. - Isto não é o terminar de uma jornada para ti, é apenas o início de um novo capítulo, o culminar de algo onde já não haviam caminhos a percorrer. És um anjo, sempre o foste, sempre me guias-te e eu, prometo, que te guiarei sempre, onde quer que vás, eu irei contigo. Nunca te irei esquecer, nunca esquecerei o que significas-te na minha vida... Não te esqueças de mim também, relembra apenas os sorrisos, os momentos de amor e felicidade e o quanto signifiquei para ti. Não guardes a dor, ou a raiva por ter partido, guarda-me no teu coração e lembra-te que um dia pertencemos um ao outro. E que isso te traga felicidade, alegria e te encha de outros sentimentos bons. - Ele aproximou-se de mim como se o toque fosse mostrar-lhe que eu ainda estava presente e que tudo aquilo não passaria de um sonho.
- Tu... estás aqui.
- Apenas por breves momentos, meu amor - respondi. Diminuí a distância que nos separava e coloquei-me em bicos de pés para que pudesse dar-lhe um último beijo, um beijo sentido. Ele ficou a tocar nos lábios como se algo mágico tivesse acontecido; estava incrédulo. - Lembra-te, sempre que pensares em mim, eu estarei ao teu lado, sempre que precisares de mim eu sussurrarei ao teu ouvido o quanto ainda te amo. - As lágrimas que percorriam a sua face eram de dor, de quem havia perdido a razão para viver, a quem as forças tinham tirado.
- Princesa, eu Amo-te... hoje, e para sempre. - Os olhos dele estavam presos em mim, como se um desvio de olhar me fizesse desaparecer, como se o culminar daquele momento fosse o culminar da sua vida.
- Adeus meu amor, que os anjos te acompanhem - e a minha imagem desapareceu dos seus olhos enquanto eu voltava para o meu quarto.
A luz ainda lá permanecia, como se me quisesse obrigar a deixar para trás todos aqueles que amo, atraía-me como mel às abelhas, fazia-me chorar.
- Um dia voltarei - sussurrei e fui puxada para dentro daquilo que passaria a ser o meu Novo Mundo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Just feel me in your arms

 
Sento-me, calmamente, na cama olhando, atentamente, as quatro paredes que me rodeiam. O meu coração julga que te vai encontrar no desvio de um olhar e, os meus pensamentos, confusos, fazem-me perder noção do tempo.
O ar está pesado, insuportável, triste, pesaroso... A saudade começa a apresentar-se com a sua devida urgência e o meu coração vagueia por entre memórias de momentos passados.
Os meus olhos fecham-se lentamente e os teus braços começam a rodear-me. Esse pequeno toque causou-me um arrepio e eu aconcheguei-me em ti pedindo por carinho e amor. O abraço tornou-se mais forte, quente, protector. Cada segundo daquele momento deliciou-me, o teu corpo enroscado no meu... Virei-me de encontro a ti procurando os teus lábios doces e macios. Os teu respirar quente ricocheteava nos meus lábios e eu dava-me conta da proximidade.
Abri os olhos para que te pudesse ver; estava sentada na cama, sozinha, em silêncio e as paredes... essas continuavam brancas e vazias!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sussurro ao mar #38


Os dias passavam a correr e finalmente, o momento que, há meses, eu esperava chegara: o dia do meu casamento. A minha mãe não aceitou vir, ainda se encontra aborrecida pela minha decisão de ter ficado por cá. A irmã de Tiago ficou a preparar as meninas enquanto a mãe dele me ajudava a vestir. Sempre achei que seria exigente demais com o meu vestido e que demoraria uma eternidade para encontrar o ideal, mas não, assim que o vi apaixonei-me e assim que o vesti senti que era aquele, que era o tal… As minhas lágrimas tinham surgido naquele momento. Enquanto a cabeleireira penteava o meu cabelo e me maquilhava eu sentia aquele nervoso miudinho percorrer o meu corpo. Será que Tiago também se sentia dessa forma?
Quando finalmente fiquei pronta olhei-me ao espelho apercebendo-me que o momento estava a chegar rapidamente. A irmã de Tiago entrou no quarto trazendo as minhas princesas. Ambas vestiam um pequeno vestidinho cor-de-rosa com um pequeno lacinho a debruar-lhes o cabelo loiro e encaracolado. Sorri para elas e dei-lhes um pequeno beijinho no nariz. O brilho dos olhinhos delas diziam que gostavam da forma como a mamã estava, que sentiam a minha felicidade e o quanto aquele momento era importante para a nossa família. Avisaram-me que Tiago já havia saído e que dentro de cinco minutos chegaria à igreja. Os nervos começavam a instalar-se apressadamente e eu sentia aquela sensação de arrepio no estômago.
O meu carro esperava-me e eu saí com ambas as meninas. O meu pai já me esperava pois levar-me-ia ao altar. O caminho que percorremos até à igreja foi desgastante com tantas energias a percorrerem-me, ainda assim fui capaz de lá chegar completamente perfeita. As portas da igreja abriram-se fazendo ressoar o som que demonstrava a sua antiguidade. Olhei para o fundo da igreja e perto do altar lá estavas tu, lindo, estonteante e magnetizante. Comecei a avançar ao som da música nupcial e quando as nossas mãos se tocaram tudo à nossa volta brilhou como um mar de estrelas. Sorrimos um para o outro, um sorriso verdadeiro e leal, um sorriso que demonstrava a nossa felicidade e uma lágrima que mostrava a nossa emoção.
Foi um momento perfeito, com toda a popa e circunstância. Saímos da igreja recebendo uma ovação de pétalas de flores e arroz. O beijo que demos foi mais especial do que todos os outros que havíamos trocado.
Eu estava feliz, não conseguia aguentar tanta felicidade dentro de mim. Partimos em direcção à quinta onde iríamos, de certa forma, comemorar este grande acontecimento. Enquanto eu segurava Anita Tiago segurava Ariana. Elas estavam a crescer a olhos vistos, lindas e cada vez mais parecidas connosco. Quando chegou a altura de tirar as fotografias as meninas não nos queriam largar por esse mesmo motivo foram connosco sendo as estrelas daquele momento. Ali, enquanto eu segurava as minhas filhas e tinha o meu marido a meu lado apercebi-me que a minha família estava finalmente criada e que eu não podia sentir-me mais feliz.
Sou uma mulher de sorte não sou?

Fim

terça-feira, 22 de março de 2011

Sussurro ao mar #37


Os dois dias passaram a correr. A ansiedade tomava conta de mim e eu só queria voltar a segurar a minha menina nos meus braços. A verdade é que estas semanas sem ela foram dolorosas e eu não queria negligenciar Anita. Eu e Tiago saímos de casa juntamente com Anita e dirigimo-nos para o hospital com um sorriso de orelha a orelha. Porém, sentia que algo não estava bem. Sentia o meu coração a apertar cada vez mais à medida que nos aproximávamos do hospital e receava que o mundo voltasse todo a desabar à minha volta. Eu e Tiago esperávamos as melhoras da menina para começarmos a preparar o nosso casamento, seria um passo tão especial para nós e para a nossa família... Entrei no hospital reticente, não sabia o que iria ouvir, o que deveria esperar. Tiago sentou-se com Anita enquanto eu me dirigi à recepção perguntando pela doutora que estava a tratar de Ariana. Foi-me dito que dentro de momentos ela se encontraria ali para falar connosco. O meu coração começou a acelerar e eu senti um arrepio a percorrer o meu corpo. Sentei-me ao lado de Tiago, muito hirta. Preocupada.

- O que é que se passa amor, estás bem? Pareces pálida.
- Desculpa querido, é que... tenho um pressentimento estranho. Receio que algo corra mal e que não possamos levar a menina para casa hoje.
- Oh princesa, é natural que te sintas assim, é a nossa bebé. Talvez te estejas a preocupar em vão. Dentro de momentos a doutora estará aqui e verás que não vão haver quaisquer entraves. - Fiquei calada. As palavras dele haviam acalmado levemente o meu coração e respirei de alivio, permitindo-me relaxar um pouco. Porém, não deixei que a preocupação cessasse. Vi a doutora a aproximar-se pelo nosso lado direito. Acho que, de certa forma, entrei em pânico.

- Leonor, Tiago podem-me acompanhar por favor. - Eu estava tão aterrorizada que nem respondi.
- Claro doutora - disse Tiago pacificamente.

Percorremos novamente aqueles corredores neutros. Espreitem pela janela e, inocentemente, soltei um suspiro de alívio. Ariana estava deitada numa pequena cama. As máquinas tinham sido retiradas o que significava que ela já era capaz de respirar sozinha. Eu e Tiago olhamo-nos nos olhos e formamos um sorriso alegre.

- Ela está óptima e pronta para voltar a casa. Teremos que marcar consulta para daqui a um mês, aproximadamente, para nos certificarmos de que está tudo a correr como previsto.
- Oh doutora, muito obrigado pelo seu empenho. Podemos leva-la já? - perguntei entusiasmada.
- Podem sim. Se quiserem trocar-lhe a roupinha estão a vontade. Vou deixar a alta na recepção, depois passem lá para leva-la.
- Com certeza doutora. Muito obrigado mais uma vez - disse Tiago com os olhos a brilhar de felicidade.

Vesti Ariana com um vestido cor-de-rosa igual ao de Anita. Agora a nossa família estava completa, nós os quatro, juntos novamente. Fomos a pé para casa. O caminho foi percorrido calmamente e em harmonia. Estavamos felizes, sentiamo-nos descansados e completos.

- O que achas de irmos passear com as meninas no parque? - perguntou Tiago entusiasmado.
- Acho uma ideia maravilhosa!

Continua...

terça-feira, 15 de março de 2011

Sussurro ao mar #36

Tiago tinha levado Anita para casa. Ela estava cansadinha, tínhamos passado o dia todo no hospital pois nenhum de nós queria deixar Ariana. Eu fiquei mais um pouco, queria conversar com a médica para saber como estava a evoluir o problema da bebé. Tinha a minha mão sobre a dela; ela dormia serena como sempre quando sentia a mãozinha dela apertar a minha. Sorri-lhe!

Força filhota - disse baixinho.

Encostei-me perto da pequena cama e fiquei a olhar para ela, a ouvi-la respirar, a sentir o toque quente da sua mão e atenta aos seus gracejos de bebé. Não queria abandona-la, não queria que ela pensasse que não me preocupava com ela pois era exactamente o contrário. Mas eu não posso deixar Anita sozinha, ela também precisa de mim, também precisa de amor, carinho e atenção; não só da parte do pai como da mãe também. Eu não queria escolher entre as minhas filhas - longe disso - nem o estava a fazer. Eu iria para casa e Tiago ficaria aqui ao seu lado, a protege-la e acarinha-la. Sem esperar Anita e Ariana aparecem a correr pela casa. Com dois aninhos os caracóis assentavam-lhes pelas costas loiros e reluzentes. Ambas dançavam no seu vestido cor-de-rosa, ambas com as madeixas do cabelo presas num lacinho perfeito que ia com os seus vestidos preferidos. Tiago corria atrás delas, brincando e saltando ao mesmo tempo que receava que alguma delas se magoasse; já havíamos passado por muito. Em uníssono viraram-se para mim com um sorriso traquina estampado no rosto e dizem: Mamã, Mamã o papá vai-nos ferrar. E desataram a correr novamente. Alegria nunca havia faltado desde que elas nascerem. Eu olhava-os orgulhosa da família que havia criado, feliz por tê-los sempre por perto. Ambas correram e saltaram para o meu colo abraçando-me com força.. Era um abraço especial, daqueles que apenas num aperto diziam Mamã, adoro-te. As lágrimas começaram a percorrer os meus olhos e eu não sabia porquê. Olhei para baixo e vi a minha barriga enorme. Estava grávida de um menino. Tomás. Queria eternizar aquele momento em que estávamos ali, todos abraçados expressando por gestos o amor e a felicidade que sentíamos por nos termos uns aos outros.


Leonor! Leonor... Leonor!!!

Acordei. A Dra. chamava-me para conversarmos.

- Peço imensa desculpa por ter adormecido Dra. Cátia.
- Não tem qualquer problema. Eu compreendo perfeitamente que estes dias não têm sido fáceis para vocês e é perfeitamente natural que por vezes o cansaço leve a melhor.
- Como está ela Dra?
- Bem, temos boas notícias. Ela está a fazer progressos a passos largos, se continuar a evoluir desta forma poderá voltar para casa dentro de dois dias.
- Oh meu Deus!, que bom. Muito obrigada por todos os esforços que foram realizados para ela ficar bem.
- Não tem de agradecer. É com todo o prazer que realizo o meu trabalho e fico muito feliz por a Ariana voltar bem para casa.

Abandonei o hospital com um sorriso no rosto. Corri para casa para dar as boas novas a Tiago e dizer-lhe para ir passar a noite com Ariana. Entrei em casa de rompante e subi as escadas apressada tropeçando nos meus próprios passos.

-Tiago! Tiago. - Ele apareceu à porta com Anita ao colo perdido no sono.
- Que se passa Amor, está tudo bem com a bebé?
- Sim, sim. Está tudo óptimo. Ela está a recuperar muito bem e em principio volta a casa daqui a dois dias.

Tiago sorriu e abraçamo-nos os três felizes pele noticia. Tudo ia ficar bem. Nós iamos ficar todos bem e em breve estaremos os quatro juntos num momento tão perfeito quanto o meu sonho...

Continua...

Do sonho à realidade


Percorri o caminho de regresso a casa com mais calma do que o habitual, sem pressas, sem ofegar pelo tão merecido descanso. Vinha a apreciar a leve brisa quente que corria perdida nos meus sonhos, embrenhada nos meus pensamentos. Sentia as lágrimas que se formavam e esforcei-me por guarda-las. Quando cheguei a casa tirei o amontoado de roupa que tinha e decidi tomar banho. A água quente percorria o meu corpo esclarecedora e amiga. Relaxante. Os pensamentos voavam entre mil e um assuntos que à tempos perturbavam a minha mente. Queria-te comigo, queria abraçar-te e beijar-te. E foi então que surgiu:

Ela: Há tempos que imaginava este momento. Vezes e vezes sem conta percorri-o na minha mente como se fosse um filme. Imaginei-o de maneiras tão distintas e agora... agora estás aqui!
Ele: Sei que foi difícil, sei que esperas-te mais do que o suficiente, sei que isso te magoou; mas agora estou aqui, estou contigo e quero abraçar-te por todos os momentos em que a distância foi o nosso caminho.
Ela: Nem de longe os momentos fictícios criados por mim se comparam a este instante. Quero que o tempo pare e que o mundo se torne infinitamente nosso.
O beijo que se seguiu foi profundo e apaixonado. Um beijo sentido pelos sete meses de distância. Um beijo enternecedor, repleto de carinho e de amor. Um beijo que ela não queria que terminasse.
Ele: Estar aqui contigo... não podia pedir mais nada!
Ela: És o sonho mais lindo de uma realidade perfeita. Esperei tanto por ti, nunca deixaria de esperar porém queria a tua presença, o teu toque, o teu cheiro, o teu beijo. Queria dedicar a minha mente somente a ti, decorar cada traço do teu rosto, cada essência do teu perfume... Obrigado pelo esforço, por teres vindo, por teres tornado todos os meus desejos na mais pura realidade.
Ele: Eu Amo-te. Vou amar-te para sempre. És a minha vida, o ar que respiro e a última coisa que quero é passar os meus dias sem sentir a tua presença.
Mais um beijo surgiu, mas este foi diferente. Fez ressaltar um amontoado de sentimentos ofegantes e apaixonados. Fez com que se perdessem num amor que há muito esperava por explodir...
Ela: (olhando-lhe nos olhos castanhos sinceros e profundos) Eu Amo-te...

Quando percebi que tinha adormecido não as guardei mais para mim. Deixei cair cada lágrima, uma a uma, por cada beijo, cada palavra e cada momento que senti num sonho que iria tornar realidade!

«Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you baby
If I ain't got you baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you»

sexta-feira, 11 de março de 2011

Chamamento do amor #3



«Dormia um sono tão descansado que não queria acordar. Não queria que aquele momento terminasse, queria permanecer ali com ele infinitas horas. Não queria que ele fosse embora. Sentiria tanto a falta dele que só me apetecia esconde-lo debaixo da cama e não deixa-lo partir. Mas ele tinha responsabilidades, e… Tiago. Eu tinha que compreender. Não podia ser egoísta ao ponto de apenas pensar somente naquilo que iria sentir.
Sentia-me confortável nos seus braços. Protegida. Segura. Estava tão aconchegada nele que sentia que éramos um só. O seu respirar no meu pescoço voltava a deixar-me arrepiada porém, a sensação era maravilhosa.»

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sussurro ao mar #35

O desespero que eu sentia era excruciante. Ver a minha menina ali, ligada ás máquinas e sem qualquer conhecimento daquilo que aconteceria deixava-me sem fôlego.

- O que aconteceu é o que normalmente acontece quando existe uma gravidez de gémeos. O que eu quero dizer é que esta pequenina desenvolveu mais, ou seja, roubou, por assim dizer, alguns nutrientes à irmã, daí estar mais desenvolvida e terem havido algumas complicações durante o parto. Os pulmões da Ariana não estão completamente desenvolvidos por isso é que ela tem certas dificuldades em respirar. Ela terá de ficar uns tempos ligada àqueles aparelhos para que os pulmões acabem de se desenvolver e aí poderá voltar com vocês para casa. Por enquanto está tudo bem, ela estabilizou e não corre perigo de vida, podem ficar descansados - e sorriu cheia de simpatia e compaixão pela situação que estávamos a passar. Eu sentia que podia respirar de alívio, mas mesmo assim tinha medo, queria estar perto da minha menina pequenina e não largar a sua mãozinha nem por um segundo.

Tiago agradeceu à doutora e fomo-nos colocar perto de Ariana. Ela dormia descansada como sempre, mostrava-se tão pacífica com o seu rosto angelical. Como iria eu conseguir estar perto da minha menina sem poder pegar-lhe ao colo? Anita acordava agora espreguiçando-se e levantando os seus pequenos bracinhos na minha direcção. Peguei-lhe dando-lhe um beijinho na testa e encostei-a a mim para que pudesse sentir o seu perfume de bebé. Ela comeu satisfeitinha e depois voltou a adormecer no colinho do papá. Ele era-lhes tão dedicado, notava-se a quilómetros o quanto ele as amava e eu, ali ao lado dele, sabia a aflição que ele sentia ao ver a nossa menina naquela situação...

Continua...

Chamamento do Amor #2


«Retirei as chaves e quando ia para abrir a porta elas caíram-me. Ele abaixou-se gentilmente ao mesmo tempo que eu e as nossas mãos voltaram a tocar-se no momento em que ambos tentamos segurar as chaves. Olhamos nos olhos um do outro, desta vez estávamos bem mais perto; tão perto que eu conseguia sentir o seu respirar quente no meu pescoço e um arrepio que subia pelas minhas costas. Levantei-me bruscamente e estendi a mão para que ele me devolvesse as chaves. Ele voltou a olhar-me nos olhos e aproximou os lábios dos meus, senti-me congelar dos pés à cabeça. Ficamos tão perto que respirávamos o mesmo ar, tão perto que quase sentia o toque dos seus lábios… Eu tinha de sair desta situação, tinha de conseguir tirar os olhos dos lábios dele e abrir o raio da porta.»

segunda-feira, 7 de março de 2011

Chamamento do Amor



«Estar sentada a comer e a observar o mar tem o toque especial. Com as pressas e stresses do dia-a-dia as pessoas comem a correr nem dando hipótese ao estômago de digerir aquilo que ingeriram. Mas as pessoas que ali estavam, tão trabalhadoras como quaisquer outras, almoçavam lentamente pois a brisa fresca e quente, o cheiro salgado a maresia acalmava qualquer um que por lá passasse. Era por isso que sempre considerara este um ambiente pacífico onde o vento leva os problemas e a maresia traz a calma e a bonança. Pena nem sempre podermos desfrutar deste ambiente soalheiro. O mar revolta-se… Tem as suas fases; mas ele só leva aquilo que lhe pertence. Sim, é verdade, eu temia cruelmente esta força da natureza. Nunca nadara a mar aberto pois receava que lhe pertencesse. Não lhe queria pertencer, apenas agradecer pelos momentos de paz com que tantas vezes me contempla.»

Este é um pequeno excerto de uma história que comecei a escrever para um passatempo.
Opiniões? Ficaram curiosos?

sábado, 5 de março de 2011

Sussurro ao mar #34



Tiago saiu apressado em direcção ao hospital deixando-me em casa sozinha com as meninas. Como elas eram calminhas não iriam haver quaisquer problemas. Deitei-me na chaiselong que havíamos colocado perto dos berços das meninas. Estava tão cansada fisicamente que sentia que se caísse no sono iria ser difícil de acordar. Fechei os olhos por uns instantes; as meninas dormiam e se elas acordassem eu ouviria. Sentia o sono límpido e calmo que me chegava; deixei-me levar por ele... Através do sono chegava o sonho, um sonho escuro onde tudo o que se ouvia era o choro sufocado de um bebé. A minha aflição de mãe começou a surgir e exaltada procurava de onde chegava aquele som. Sentia-me perdida no meio daquela escuridão. Escuridão esta que não me permitia sequer ver um palmo à frente dos olhos. Escuridão esta que me aterrorizava e afligia. Acordei sobressaltada ao perceber que todo aquele choro sufocante não fazia parte do sonho mas sim da pura realidade. Corri para Ariana que mexia os pequenos bracinhos e chorava já sem conseguir respirar. As lágrimas desciam agora pelo meu rosto e o meu coração batia forte com o medo. Liguei para o 112 e cinco minutos depois a ambulância havia chegado. Começaram a ventilar Ariana para que os seus pulmões não ficassem despromovidos de ar e no caminho para o hospital, com Anita ao colo, liguei a Tiago exaltada e a chorar desalmadamente.

- Amor, o que se passa? Porque é que estás a chorar? Passa-se alguma coisa com as meninas? - Perguntou preocupado.
- É a Ariana amor. Adormeci por uns momentos e quando acordei ela estava sufocada no próprio choro com os bracinhos no ar como em pedido de ajuda. É tudo por minha culpa, nunca deveria ter adormecido - disse enquanto o meu choro se intensificava. - Chamei uma ambulância, estamos a caminho do hospital. A Anita está a dormir sossegadinha. Por favor, anda ter connosco...
- Eu estou a caminho, eu estou a caminho. Tem calma que vou para a vossa beira - e desligou o telemóvel. Percebi pelo tom da sua voz que estava tão nervoso e com tanto medo como eu. Algumas das suas hesitações mostraram-me que as lágrimas também o ameaçavam.

A ambulância parou à porta das urgências e uma médica nova acompanhada por uma enfermeira de meia idade correram na nossa direcção. Após trocarem algumas palavras com os paramédicos levaram Ariana para dentro e eu corri com Anita atrás delas.

- A mãe tenha calma. Nós já vimos trazer-lhe novidades. Sente-se aqui um pouquinho. Alguma coisa que precise dirija-se aquela senhora ali - disse carinhosamente.

Sentei-me nervosa ansiando a chegada de Tiago. Os meus olhos estavam fixos na porta, as minhas lágrimas continuavam a cair pouco acolhedoras. Uma senhora observava-me com pena a saltar-lhe do olhar; era a senhora que a médica me havia indicado anteriormente. Ela dirigiu-se a mim:

- A menina necessita de alguma coisa? Talvez um copo de água com açúcar? - Perguntou amavelmente.
- Se não se importar eu agradecia muito.
- Não é incomodo nenhum minha querida, eu volto já.

Os meus olhos voltaram-se para a porta novamente inquirindo-se se Tiago ainda se demoraria. Eu estava nervosa, precisava que ele me abraçasse. Anita continuava a dormir sossegadinha, mas pouco deveria faltar para que acordasse pois estava quase na hora de ela comer. Tiago entrou a correr pelas portas do hospital e vendo-me senti a aflição no seu olhar. Ajoelhou-se a meu lado e acariciou Anita.

- Como é que ela está?
- Não sei - disse chorando com mais intensidade - a médica levou-a lá para dentro. Vieram a ventila-la na ambulância. Amor - retorqui quase sem fôlego - tenho medo. - Ele abraçou-nos ás duas e as lágrimas começaram a correr pelo seu rosto.

A senhora voltava agora com o copo de água. Tiago sentou-se na cadeira ao meu lado e segurou a minha mão junto da dele.

- Aqui tem a águinha minha querida. O senhor é o pai da menina? Não se preocupem. Os melhores médicos do país estão neste hospital e tenho certeza que irá correr tudo bem - informou-nos virando as costas com um sorriso aprazível no rosto.

Peguei no copo e só aí reparei no quanto as minhas mãos tremiam. Não confiava na minha força por isso entreguei Anita nos braços de Tiago enquanto tentava que aquela água açucarada me acalmasse. A médica chegava agora perto de nós. Parecia calma e tranquila. Será que isso queria dizer que não haviam motivos para preocupações ou que este era o rosto que todos os médicos ostentavam, sendo a notícia boa ou má?

- Podem me acompanhar se fazem favor. Precisamos de conversar. Vou levar-vos até à vossa filha.

Seguimo-la por aqueles corredores neutros que sempre me atemorizaram. Pela janela vi Ariana ligada ás máquinas. Nesse momento o meu coração disparou e o meu choro intensificou-se cruelmente. Coloquei as minhas mãos na janela numa tentativa de chegar perto da minha menina pequenina. A dor que o meu coração sentia era a mais cruel que alguma vez tinha experimentado. As minhas forças escapuliam-se pelo meio dos meus dedos. Tiago abraçou-me e manteve-me debaixo do seu braço para que eu me segurasse e não caísse...

Continua...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Procura-se


Desço a rua olhando para cada esquina, cada canto, cada direcção... Percorro tudo com um olhar incessante que te procura. O meu coração bate desenfreadamente em busca daquele a quem o meu coração pertence, em busca daquele que, de forma sensata, roubou o meu amor. O meu olhar inquisidor debate-se com a quietude de uma rua de terra batida embutida no meio de árvores que se haviam despido no inicio do Outono. A última folha castanha de uma árvore que aparentava ter mais de cem anos caiu ao lado do meu pé. Encostei-me à árvore sentido que ela sentia tantas saudades das suas folhas como eu tuas. Sentei-me e retirando o meu livro comecei a ler. As minhas leituras favoritas baseiam-se na fantasia. Gosto de viver a história e interpretar a personagem principal sabendo que ela vive num mundo completamente diferente do meu. Entre as linhas o meu olhar desviava-se continuando à procura que a tua silhueta se começasse a formar por entre a sombras que as árvores formavam. A tua ausência começava a apertar o meu coração e não conseguia concentrar-me o suficiente para compreender aquilo que lia. Fiquei encostada à árvore sentido aos poucos as gotas de chuva que caíam. Quando a minha roupa já se encontrava molhada e colada ao meu corpo levantei-me virando costas àquele lugar que me servira de companhia durante horas e abandonei-o deixando para trás o entoar do meu choro. Entre os meus passos que se arrastavam ouvi chamarem o meu nome. Pensei ser fruto da minha imaginação e do meu desejo por isso continuei a arrastar-me para fora daquele lugar que me acolhera num momento em que alguém me magoara. Voltei a ouvir o meu nome e voltei-me para trás. Vi-o chegar ensanguentado e agarrado à barriga. Corri desalmadamente tropeçando nos meus próprios pés e caindo na terra molhada. Levantei-me e voltei a correr. Agarrei-o no exacto momento em que o seu corpo perdia as forças e caía em direcção ao chão.

- Não podia deixar de olhar nos teus olhos e dizer que te Amo uma única vez... como te prometi.
Eu Amo-te...
- Fica comigo, não me deixes... não quero ficar sozinha. Eu sei que és forte.. luta por nós!
- Eu vou amar-te sempre - e quando terminou a frase os seus olhos fecharam-se e o seu corpo perdeu todas as forças que a vida trazia. Naquele momento desejei morrer contigo...

Será que devo confessar que chorei a escrever isto?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sussurro ao mar #33

Como estava tudo bem comigo e com as meninas fomos mandadas para casa, muito alegremente. Durante estes dias Tiago nunca havia saído de perto de nós; nunca, por um segundo que fosse, havia largado as nossas mãos. Anita e Ariana continuavam crianças sossegadinhas, dignas de verdadeiras princesas... Colocamos as cadeirinhas no carro e em menos de dez minutos encontrava-mo-nos em frente a casa de Tiago.

Sinto muito que não tenhas o apoio da tua mãe querida, não queria que as coisas resultassem desta forma - disse-me.
Não te preocupes amor, eu estou feliz contigo e com as bebés. Além de que ter o apoio do meu pai é suficientemente bom. Ele pôs-se à nossa disposição no caso de algo ser necessário.

Eu sabia que ele se sentia em baixo. Não só pela situação com a minha mãe mas essencialmente pela posição proeminente em que a sua mãe se encontrava. Entramos dentro de casa e por breves instantes deparei-me com a ausência que ele sentia. A mágoa no seu olhar dava, consequentemente, ao meu coração uma pequena dor que não conseguia controlar. Esperançosamente expectava que tudo ficasse bem. Anita e Ariana dormiam para variar um pouquinho. Irónico como sempre dizem que os bebés choram imenso e não dormem bem quando as minhas meninas dormem sonos de anjinhos. Deita-mo-las cada uma no seu berço e sentada na ponta da cama perguntei:

Queres conversar?
Acho que não me sinto muito preparado para conversar sobre esse assunto, pelo menos não agora que as meninas acabaram de chegar a casa - ele havia percebido a que assunto me referia. Sempre fomos capazes de nos compreender muito bem tal pelo tom de voz, como pela escrita ou até mesmo pela forma de agir. - Mas sim, mais tarde gostaria de desabafar contigo princesa - sorri-lhe entusiasticamente sentindo ainda aquela dor a latejar sobre o meu peito.

Tiago havia ido ao carro buscar o resto das malas e as prendas que nos haviam sido oferecidas quando ouvi o seu telemóvel tocar. Sendo um número público que tocava, atendi. Tiago chegou e ao ver-me com seu telemóvel mimou as palavras 'O que se passa?' . Desliguei o telemóvel boquiaberta.

Pediram a tua comparência no hospital. A tua mãe acordou...

continua...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sussurro ao mar #32


Estava preocupada com a reacção que os meus pais teriam à minha decisão de permanecer junto a Tiago. Eu tinha uma vida diferente agora; era mãe e estava a caminho de me casar. Está na altura de começar uma vida nova e diferente, com diferentes ideais, sonhos  e objectivos... será que os meus pais entenderiam isso?! Ariana e Anita eram duas bebés saudáveis e sossegadinhas; eram raras as vezes em que choravam e tanto eu como Tiago só queríamos mima-las. Perdida nos meus pensamentos ouvi um leve bater na porta. Desviei o meu olhar da janela para ver quem entrava:

- Mamã...
- Filhota, como estás?
- Bem, e tu?
- Ah!, que meninas tão belas, tão perfeitas... São tão parecidas contigo quando eras bebé!
- Mamã, precisamos de conversar.
- Diz querida, passa-se alguma coisa?
- A minha vida é diferente agora mamã, eu tenho novas responsabilidades e eu e Tiago iremo-nos casar em breve. Eu não vou voltar para o Porto. O meu lugar e o lugar das minhas filhas é aqui, com Tiago. Eles são a minha família agora...
- Mas Leonor... Não acho de todo que essa decisão seja a mais acertada. Nesta nova fase em que és mãe deverias ficar perto de mim para que tudo eu te pudesse ensinar.
- Mas mamã, eu agora sei o que é ser mãe. Tenho o mesmo instinto protector que tu tens relativamente a mim, sei bem como cuidar das minhas bebés. Eu nunca as levaria para longe do pai, mamã... Eu sei bem o que senti quando o papá nos abandonou, não quero de forma alguma que os primeiros meses das minhas filhas sejam passados longe de alguém que é tão importante para elas.
- Não concordo com essa decisão minha filha. Se cá ficares não terás qualquer apoio da minha parte - e virou as costas saindo pela porta.

As lágrimas começaram a cair dos meus olhos magoados. Estava à espera de um grande apoio da parte da minha mãe e não um abandono. Mais uma vez um bater na porta voltou a entoar dentro do quarto. Limpei as lágrimas.

- Entre!
- Filha, como estás?
- Papá. Que bom que vieste, estava com saudades tuas.
- Eu também estava com saudades querida - e abraçou-me como se eu ainda fosse a menina dele.
- O que achas das tuas netinhas?
- São lindas como a mãe, disso não tenho quaisquer dúvidas. Por falar em mãe, como correu a conversa com a tua? Vi-a sair e não me parecia muito contente.
- Eu tomei uma decisão papá. Decidi permanecer aqui com Tiago e as meninas mas a mamã não concordou, disse que o meu lugar era perto dela. Mas eu não concordo! Eu não quero a Anita e a Ariana longe do pai e muito menos irei obrigar Tiago a vir unicamente devido a um capricho da mãe. A minha vida mudou papá...
- Eu compreendo filhota. Terás todo o meu apoio, disso não duvides.
- Obrigado papá, isso significa muito para mim.
- Mas querida, como ficará a faculdade agora?
- Eu vou ficar em casa este ano para cuidar das princesas mas para o ano vou-me inscrever e seguir o meu sonho papá. Sabes que se eu não tivesse engravidado que era para aqui que queria vir estudar, que era o meu sonho. Não desistirei nunca dele!
- Eu sei que não. Se precisares de dinheiro ou de alguma coisa não hesites em ligar querida. Estarei disponível 24 horas por dia. Agora se não te importas tenho de ir que tenho uma reunião marcada para daqui a duas horas. Posso vir visitar-vos na próxima semana?
- Claro que sim papá. Liga entretanto - beijou-me a testa e partiu.

Ter o apoio do meu pai surpreendeu-me acima de tudo porque sei o quão importante são para ele os estudos. Já a minha mãe surpreendeu-me negativamente porque apesar de ela não concordar com a minha decisão deveria, sempre, apoiar-me...

Continua...