sábado, 30 de abril de 2011

Nature #5


O sol despertou-me cedo com a sua intensidade luminosa; pouco passava das sete da manhã. Ele havia desaparecido novamente e a bandeja do pequeno almoço repousava ao meu lado debruada com um pequeno bilhete:

«Não tiveste receio de te aconchegares em mim.
Há muito que não sentia o contraste quente que é uma pele suave contra a minha.
Há muito que não sentia um aroma tão possante, tão doce, tão feminino.
Anseio pela noite que se aproxima.


Um beijo,
D.»

Um sorriso formou-se nos meus lábios e comi com uma maior satisfação. A vontade de voltar aos livros surgiu do nada e não perdi tempo. Abri o pequeno armário de onde retirei um pequeno vestido branco que me assentou perfeitamente.
Abri o livro e duas frases em latim fizeram-me estremecer:

«They illic es Per unus causa
Vis is postulo ut of pondera»

Eles existem por uma razão. A natureza precisa de equilíbrio. E eu percebia bem o que aquelas palavras significavam. O assunto, nas últimas páginas que tinha contemplado no dia anterior, eram os vampiros. O equilíbrio a que se referia aquela frase era aquele que existe entre o quente e o frio, o vivo e o morto, o ser que sente e aquele que há muito deixou a sua humanidade para trás. Dizia também que, aqueles que sentiam, eram os que amavam com mais intensidade. Todas estas lengalengas prendiam-me a cada página, à ideia do conhecimento único e absoluto que continham. O tempo passava sem eu dar por ele, as letras iam-me preenchendo e o medo tomava uma posição no meu coração. Fazendo uma pequena síntese sobre todos os textos que tinha percorrido concluí que os vampiros datavam uma existência maior do que os próprios livros que eu lera que já de si eram antigos; perdiam a sua humanidade com o passar das décadas; eram frios pois o sangue deixara de percorrer as suas veias e tornavam-se astutos e inteligentes com a idade. 
A casa estava quente neste meio de tarde e estava realmente a precisar de um banho para refrescar a mente e acalmar o corpo. Sentir a água que me envolvia o corpo deixava a minha mente num estado de paz elevado, como se por instantes tudo tivesse sido esquecido, como se tudo à minha volta se tivesse dissipado. Saí da casa de banho enrolada na toalha branca e sedosa, com os cabelos loiros soltos e rebeldes e reparei nele, sentado pomposamente na poltrona onde relaxava todas as noites a olhar-me dormir. Era encantador, de uma beleza antiga e moderna ao mesmo tempo, quase medieval. Os olhos azul turquesa chamavam-me à atenção. O toque que se pronunciou no meu pescoço fez-me estremecer. A toalha caiu. O beijo surgiu quente e urgente. Deixei-me levar...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Susto de Morte!


Pois bem... Deixem-me apreciar esta lufada de ar fresco.
Normalmente, quando venho para casa depois das aulas costumo apanhar o 604 que sai quase à portinha. Como não queria demorar a chegar a casa apanhei o 603 que passa 25 minutos antes e que apesar de ainda ter de andar um pouco chegaria mais cedo a casa. Era o que eu pensava! Houve um acidente que envolvia dois carros e como a rua era estreita o autocarro não tinha possibilidade de passar. O motorista começou a pensar numa nova rota e enquanto isso algumas pessoas abandonaram o autocarro. Sem eu dar por ela começaram todos a discutir. O motorista começou aos berros e estava mesmo a desistir de levar o autocarro onde quer que fosse. Duas mulheres quase que se pegaram à pancada e um delas saiu logo ali. O autocarro deu a volta, o motorista nervoso fazia isso notar-se na sua condução e eu cada vez mais assustada. Mais à frente o senhor recebeu a informação que a estrada havia sido liberta e voltou a dar a volta para que fosse pela rota correcta. Quando estávamos a passar a tal rua surgiu a senhora que quase tinha andado à pancada com a outra mulher, começou a mandar bocas porque afinal de contas dava perfeitamente para passar. Vem a outra mulher e quase que sai do autocarro para lhe acertar o passo. O motorista arrancou e andava cada vez com mais velocidade, inclusive nas curvas. Eu sentia o meu coração cada vez mais acelerado e apertado e o medo instalado era cada vez maior pois eu estava mesmo no banco da frente e uma travagem mais brusca ou um acidente poderiam fazer-me voar pelo para-brisas. Quando saí pela porta do autocarro respirei de alívio e decidi que de hoje em diante vou para a escola na bicicleta do panda da minha irmã --'

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estou perdida em pensamentos. O dia não está a correr bem! Quero ir para casa, enfiar-me na cama e esquecer tudo o que me rodeia. Quero ser esquecida por uns tempos. Quero... algo mais. <3

É a última a morrer certo?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

IT SUCKS

Talvez seja melhor sumir por uns tempos. A minha cabeça não anda a funcionar bem, o meu corpo está despromovido de forças e parece que ninguém vê o abismo para onde me dirijo. Só queria paz! Liberdade! Vida própria; com as minhas regras, as minhas vontades e os meus sonhos tornados realidade. Quero por um fim em tudo o que me encomoda, quero tudo à minha medida, ao sabor do meu sopro, à melhor melodia para o meu ouvido. Quem disse que a vida era fácil também disse que se não fosse difícil não valeria a pena vivê-la; ninguém pediu para que fosse tão difícil. Changes?! NEEDED...

Nature #4


O toque daquelas páginas nos meus dedos mostrava-se áspero, seco. Avisava que um embate mais forte poderia arruinar os segredos antigos que aquelas folhas resguardavam. Eram tantos os mistérios de cada palavra que um tumulto começou a percorrer-me; provocava-me calafrios.
Perdi-me no meio daquela escrita morta e quando me dei oportunidade de desviar o olhar apercebi-me que a noite havia chegado, calma e sombria. Tenebrosa. 
A coragem que havia dentro de mim e me permitia investigar a fundo cada história contida ao findar de cada excerto dissolveu-se e, com um barulho que ecoou dentro daquelas paredes frágeis, fechei o livro antigo e encorajador de medos.
O meu estômago pronunciou-se alarmando-me com um ruído extremamente desnecessário. Abri pela primeira vez os armários da cozinha e as suas portas rangeram com a velhice.
- Comida - vociferei. Parecia uma pobre mendiga que há meses não sentia o sabor quente e apurado de um belo prato.
Procurando nos sítios mais cómicos fui encontrando os ingredientes necessários para fazer a minha especialidade: esparguete à bolonhesa - Humy!
Preparei a mesa com um prato, talheres e um copo de pé alto; queria agradar-me a mim mesma e para tal rematei com a bela jarra de vidro contemplada por a orquídea que, anteriormente, decorava sumptuosamente o quarto.
Sentei-me, sozinha, apreciando o pequeno manjar que me tinha preparado. O cansaço tomava-me conta dos olhos e depois de arrumar tudo no seu devido lugar procurei algo que pudesse usar como camisa de noite. Abri a gaveta da cómoda e, alinhados, estavam três conjuntos de noite: um conjunto de camisola e calções, outro mais quente - para noites frias e invernais - e uma camisa de noite branca, suave e levemente rendada. Esta última foi a minha opção. Depois de um duche rápido vesti-a e coloquei-me rapidamente na cama. A noite estava mais fria do que eu esperava e, novamente, encolhi-me tentando aquecer-me. 
Sentia as horas a passar, o tic-tac do relógio avançava e aquele som deixava-me doida. Tentei a todo o custo esvaziar a mente de tudo aquilo que tinha lido, aprendido, mas não fui capaz. Aqui e ali apareciam pensamentos, memórias, lembranças e o medo instalava-se.
A escuridão tornava a assustar-me. Aquela presença aterrorizadora mas ao mesmo tempo calmante estava de volta. Tentei não me mexer, fingir que o sono estava presente em mim e aguardei com uma respiração composta e um coração frenético. 
Os seus braços voltaram a preencher o meu corpo e desta vez não prendi quaisquer movimentos, aconcheguei-me livremente e, despropositadamente, deixei escapar um pequeno som de prazer. Não me importei, o sono chegara e eu, por muito que tentasse evitar, por muito que o negasse a mim mesma, sentia-me bem. Leveza, protecção, segurança, tranquilidade. Foi tudo o que eu pude sentir com aquele abraço!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hoje fui ao McDonald's duas vezes e guinchei no meio da rua feita tola por causa duma abelha. Espero que ninguém tenha visto --'

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Abri a torneira e a água começou a surgir com a sua habitual urgência. Fiquei a olhar aquelas gotas de água caírem em fio. Após aquele momento de transe o meu pé experimentou a sensação calma e calorosa da água que, aos pouco, ia preenchendo o meu corpo. E ali fiquei, deitada sobre uma imensidão de pensamentos que fizeram as lágrimas escorrer; não me importei com isso e libertei todos os sentimentos reprimidos que o meu coração ostentava!
Acho que acabei de ficar transparente. Desapareci!

Nature #3


Acordei e espreguicei-me livremente por entre os lençóis quentes e macios daquela enorme e deliciosa cama. Lembrei-me do que se passara antes de adormecer e o pânico instalou-se. Olhei à minha volta, esfregando os olhos e espreitando o quarto enquanto a minha visão enevoada esmorecia. Havia o cheiro de um perfume no ar, doce e picante ao mesmo tempo que fraco e forte. Ao meu lado, na cama, estava pousado um tabuleiro com um pequeno almoço dos deuses desde torradas a fruta e iogurte. Um pequeno bilhete com letra manuscrita dizia:

«Penso que o meu aconchego te fez bem,
Dormis-te que nem um anjinho, loira.
Espero que tenhas fome.
Um beijo,
D.»

Um sorriso formou-se no meu rosto, não consegui evita-lo. Levantei-me da cama com passos silenciosos e abri uma pequena frincha nas portas duplas. Aproximei-me evitando que o meu respirar fizesse demasiado estardalhaço e observei que voltara a estar sozinha. Era estranho como a casa era abandonada durante o dia para ser habitada unicamente durante a noite. No entanto não era algo que me preocupasse, afinal de contas eu gostava de ali estar e se o dono não se importava então eu também não faço intenções de sair. Voltei a fechar as portas de carvalho contempladas por cortinas de linho em tons de pérola e sentei-me na cama a comer um iogurte com frutos silvestres. O tempo foi passando e não havia nenhuma televisão naquela cabana que se pudesse transformar no meu divertimento, no entanto havia uma zona, à parte da sala, com estantes repletas de livros. Acerquei-me lentamente pois a zona era escura e assustava-me. Todos os livros, com capas desgastadas, davam conhecimento à cerca da sua idade. Alguns estavam escritos em latim outros num português muito arcaico; para minha sorte sempre me tinha interessado por línguas mortas. Comecei por aqueles que me pareciam mais antigos, organizei-os por ano e dentro de cada ano por autor. Foi assim que comecei a aprender que havia muito sobre este mundo que eu desconhecia...

Nature #2

 
O meu sono sempre foi profundo, calmo, bom. Desta vez era pesado, perturbado, como se dormisse sendo observada por alguém. Dava voltas naqueles lençóis macios e evitava abrir os olhos com medo de encontrar algo ou alguém que não devia. Por vezes a noite assustava-me, toda a escuridão que enverga penetra-se em cada canto e nesse canto nunca sabemos o que pode estar escondido. Aguardava ansiosamente para que os primeiros raios de sol rompessem pela janela e o primeiro piar de cada pássaro diurno entoasse naquela clareira. Encolhia-me em mim própria como se alguém me abraçasse e naquele momento senti um respirar quente e macio no meu ouvido. O meu coração saltava do meu peito mas fui capaz de manter a minha respiração calma e compassada como se estivesse adormecida naquele sono profundo, calmo e bom que sempre me pertencera. Aquela presença deitou-se ao meu lado e os seus braços preencheram o meu corpo em sinal do abraço que, inconscientemente, pedia. Com aquele gesto o meu coração acalmou e deixou de ser difícil manter a minha respiração medida. Aconcheguei-me levemente e sem dar por isso adormeci calma e profundamente. Se o primeiro raiar do sol bateu forte contra aquela janela minutos depois eu não sei mas o piar dos pássaros proferiu-se vigoroso naquela clareira; ainda assim o meu sono prosseguiu da forma desejada e eu não acordei nem com o grito do vento que fazia restolhar, furiosamente, os ramos das árvores.

sábado, 23 de abril de 2011

Nãoooooo

Não consigo... As minhas forças foram arrastadas para fora do meu corpo e não mais se encontram ao meu alcance. Fugiram assustadas com a dor que contraía o meu coração e agora, apenas um sorriso rasgado de alguém amado as pode trazer de volta. Saíram do meu corpo deixando-o pesado, enraivecido e repleto de uma tristeza sórdida, completa. Fugiram sem uma explicação, fugiram de mim com medo de serem tomadas pela emoção, pela mágoa, pela saudade... Não! Não me deixem, não me abandonem neste momento tão crucial, fiquem comigo; ajudem-me, ajudem-nos... 

Não quero perder de vista o teu sorriso galanteador, não quero que o brilho do teu olhar desapareça da minha vida, mas não, não te posso causar qualquer sofrimento, mais do que ninguém desejo a tua felicidade eterna. Quero ficar contigo, quero segurar a tua mão, quero dar-te todas as alegrias que mereces, quero a eternidade contigo, quero uma família formada com a junção do nosso sangue, quero que estejas presente em cada conquista minha, quero que me acaricies no momento de cada derrota. Quero continuar este jornada contigo e estar presente em cada momento, a cada instante da tua vida e continuar orgulhosa de ti, do Homem que és. Quero beijar-te todos os dias, sentir o calor do teu abraço de minuto a minuto, adormecer com a tua protecção, acordar com o teu carinho. Quero, quero tanto, preciso tanto, preciso imenso. Agarra a minha mão, sente a sua textura e mostra-me que nada nem ninguém nos vai poder separar. Mostra-me que ainda existe uma réstia de força nos nossos corpos e não deixes que a tristeza, malvada, cruel, se apodere de mim, do meu coração, do meu espírito. Fica comigo e sente a minha pulsação a cada toque, sente o quanto o meu coração é apaixonado por ti, sente, sente o quanto quero ficar contigo, e em cada lágrima conta as saudades que sinto tuas. Aproxima-te e, no som do meu abraço, ouve o 'Amo-te' que grito ao mundo. Sente o beijo que delineará o teu pescoço e acaba com a distância, de milímetros, que nos separa. Sente a chuva que nos molha e o vento que arrasta os nossos cabelos, sente cada toque da natureza, da tempestade, do que nos rodeia, mas nunca te esqueças que tudo isso é provocado pelo bater forte, descompassado e apaixonado do meu coração. 

Tu, nós, o nosso amor sempre em primeiro lugar. TU!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lembra-te

Uhu :D



Prenda de Páscoa

Nature #1


Embrenhada na natureza experimentava os seus cheiros, as suas maravilhas, as suas mais variadas texturas e sentia-me parte daquela maravilha. Sentia-me livre, um ser sem barreiras, sem obrigações...
O ar das árvores sempre me fez sentir mais leve e por isso deambulo pela floresta fora há espera do inesperado, do incansável. Cada toque na pétala mais suave fazia com que um arrepio me percorresse deixando-me extasiada, feliz, marcada por aquelas presenças... Os meus pés descalços sentiam a erva verde e orvalhada à medida que eu percorria aquele caminho. As árvores, velhas e enrugadas, preenchiam a estrada formando um arco perfeito que recolhia o sol em seus ramos projectando a sua sombra majestosa. Ao longe, uma pequena cabana de madeira ia-se formando à medida que o meu olhar se aproximava. Era antiga, tal como tudo o que a natureza ostenta, pequena e muito acolhedora. Entrei ouvindo o ranger da velha porta. No fundo, após as portadas duplas ficava a enorme cama branca. Do lado esquerdo uma sala neutra e quente preenchia o espaço, e a cozinha, mais moderna do que eu esperava, situava-se do lado direito. Todo aquele ambiente chamou-me e decidi que ficaria por ali. A cada passo explorava aquela casa que agora se tornara minha. No quarto, em cima da pequena cómoda estava uma jarra transparente com uma orquídea branca - a minha preferida, pensei. Atrás, o espelho mostrava o seu reflexo altivo e pomposo. Toquei-lhe. Aquele arrepio voltou a percorrer-me. Sentei-me na cama observando, pela janela, o caminho que havia percorrido. Era fofa, repleta de aconchego, suave. A minha cabeça pousou na almofada branca e fechei os olhos, deixando os ouvidos atentos a todos os sons que me rodeavam. Os pássaros piavam dando informação à cerca da sua presença, os ramos das árvores restolhavam com o sopro leve do vento e os animais, com passos leves, preparavam-se para a tormenta que chegaria com a noite escura que se aproximava. O som deixou de se pronunciar e tudo o que dantes era cor tornara-se escuro; o sono chegara.

Continuo?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Just feel me in your arms

 
Sento-me, calmamente, na cama olhando, atentamente, as quatro paredes que me rodeiam. O meu coração julga que te vai encontrar no desvio de um olhar e, os meus pensamentos, confusos, fazem-me perder noção do tempo.
O ar está pesado, insuportável, triste, pesaroso... A saudade começa a apresentar-se com a sua devida urgência e o meu coração vagueia por entre memórias de momentos passados.
Os meus olhos fecham-se lentamente e os teus braços começam a rodear-me. Esse pequeno toque causou-me um arrepio e eu aconcheguei-me em ti pedindo por carinho e amor. O abraço tornou-se mais forte, quente, protector. Cada segundo daquele momento deliciou-me, o teu corpo enroscado no meu... Virei-me de encontro a ti procurando os teus lábios doces e macios. Os teu respirar quente ricocheteava nos meus lábios e eu dava-me conta da proximidade.
Abri os olhos para que te pudesse ver; estava sentada na cama, sozinha, em silêncio e as paredes... essas continuavam brancas e vazias!

Daaaaaa

Eu: Sabes o que é que não resulta?
Mãe: O quê?
Eu: Fritar ovos com  placa desligada --'
Mãe: Pois, de facto...

É disto...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O carro, a engrenagem, o ser humano...

 
Os carros passam impacientes, ruidosos, deixando um rasto de poluição e mau-estar. Eu observo-os perigosos, velozes, incontestáveis. Observo-os na quietude do meu assento sonhando ser tão veloz, tão ávida quanto eles, pertencer a tamanha supremacia e a uma maravilhosa combinação de engenhos. Como seriam os humanos regidos mecanicamente, cobertos de válvulas, roldanas e engenhos? Seria alguém poderoso o suficiente para desenvolver um ser emocionalmente humano a partir apenas de uma evolução dada ao longo dos tempos? Seriam essas emoções simples recriações ou sentimento em estado puro? Seria esse 'humano' capaz de chorar, sofrer, amar? O que é ser-se humano afinal? O que é ter o poder da visão, do tacto, da audição, do paladar, do olfacto, do sentir todo um conjunto de emoções potencialmente boas e más? O que é viver num mundo evoluído, repleto de maldade, escasso em bondade e que se perde com o correr dos dias? O que é viver-se assim, no meio de alegrias e tristezas, desilusões e orgulhos? Neste mundo as roldanas do coração quebram, as águas escorrem dos olhos mais sensíveis. Em alguns casos, escassos, uns lábios são debruados por um sorriso sincero, uns olhos brilham como a estrela mais bela do céu e o coração bate descompassado em sinal de amor e carinho, compaixão e confiança. Esse caso, escasso, é o meu: que amo, choro, rio, sinto, perco, ganho, todos os dias... Quebro as roldanas que me prendem e liberto-me para que os sentimentos fluam, para que eu viva, para que eu sinta, para que neste mundo engenhoso possa deixar a minha marca, para que se lembrem, para que não se esqueçam...
PARA QUE VIVEMOS NÓS ENTÃO?
Para aproveitar cada segundo, para realizar desejos, para experenciar, para amar, para sentir, para dar, para receber, para cuidar, para acarinhar, para mimar, para proteger, para confiar, para merecer confiança, para marcarmos, para sermos marcados, para recordar, para ser recordados...

escrito em cima do joelho na paragem e no autocarro

quarta-feira, 13 de abril de 2011

My fault

i'm sorry


Deixem-me voar por entre as nuvens, perder-me no meio da sua textura fofa e reconfortante, deixem que me eleve e perca, durante o caminho, todas as tormentas que arrefecem o meu coração. Quero-me sentar confortável e, de um ponto alto, observar todos os que passam, todos os que falam. Quero rever acções passadas para poder corrigi-las no futuro, quero-me lembrar com todo o carinho daquele que amo e que é, infinitamente, dono do meu coração. Quero partilhar todos os meus suspiros, todos os meus sentimentos com a brisa leve e quente que corre e me deixa um pequeno arrepio. Quero voar com as asas de um anjo, perder-me no meio de tanto encanto, libertar-me de todas as maldades e tristezas que ostenta o meu coração. Por isso deixem-me partir e experenciar do doce aroma celestial, para que me perca, para que me liberte...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Julgamentos

Um pouco de ironia numa imagem ;)

Que destino tem as pessoas que falam e julgam sem conhecimento? Será que merecem algum tipo de perdão, de desculpa ou esquecimento? Que fundamentos têm essas pessoas que julgam saber tanto só pelo número de anos a que habitam neste planeta? Enerva-me, o quanto essas pessoas se arbitram portadoras de todo o saber, possuidoras de todo o conhecimento sobre a vida, os seus percalços e obstáculos, a forma de ser das pessoas, como se deve alcançar o que pretendemos... Porque não podem, pelo menos, fingir que nos apoiam ou acreditar um pouco nas palavras que ditamos?!

Uma oportunidade?! Um desconto?! Confiança?! PRECISA-SE

sábado, 9 de abril de 2011

Tenho andado desaparecida não tenho?
Com o cansaço tem sido um pouco difícil gerir a escrita, o tempo, a disposição... e ainda agora tudo começou! Peço desculpa pela ausência e por ter escrito pouco, no entanto vou esforçar-me por mudar isso :')

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mémoire

Peço desculpa pela falta de tempo, o cansaço tem assumido grande parte de mim!


O céu crepuscular nascia a horizonte trazendo até mim a brisa quente e suave de uma Primavera acabada de chegar. Aquela aragem percorria-me acalmando o meu coração e suavizando todas as preocupações que se exibiam ao meu espírito cansado e fraco. Os meus olhos perscrutavam, atentamente, a perspectiva longínqua delimitada por casas grandes e árvores antigas e majestosas. O teu olhar profundamente castanho surgia por entre as nuvens brancas que iam, lentamente, abandonando o céu azul celeste. Lá longe, a lua erguia-se com toda a pompa como governante daquele imenso paraíso. A tua mão tocou levemente no meu ombro causando-me em mim um pequeno sobressalto. Olhei para ti com um sorriso nos lábios sentindo o teu amor à medida que o teu toque se prolongava. Sentaste-te ao meu lado no parapeito da janela experimentando a mesma sensação que me preenchia havia alguns minutos. Senti os teus pensamentos a fluírem de forma desordenada e confusa; os teus olhos mostravam-mo nitidamente. 

- Como é que estás? - perguntei.
- Calmo; feliz contigo a meu lado - a resposta arrancou-me um sorriso pois era capaz de ver a sinceridade no teu olhar mas também me mostravam a tristeza resoluta do teu coração.
- Algo se passa. Consigo senti-lo. Diz-me o que é! - exigi calmamente. Os teus olhos miraram-me encantados, a sua mão - que tocava na minha - mostrava-me o quanto a tua pulsação aumentava naquele momento.
- Ando com isto na cabeça já há algum tempo, queria falar contigo, mas não sei se é o momento mais apropriado.
- O que é que se passa?! - perguntei tentando esconder a preocupação que se fazia notar na minha voz. Pegas-te em ambas as minhas mãos com a força de um guerreiro; um guerreiro assustado e tremendamente apaixonado.
- Estamos juntos à meses. Durante todos os dias que passamos juntos permaneces-te ao meu lado independentemente do obstáculo que surgisse e isso é maravilhosamente bom de se sentir. Daí eu não querer perder mais nenhum momento com esta distância que separa o toque dos nossos corpos. Quero seguir em frente, - as palavras cessaram neste momento e eu temia por tudo aquilo que havíamos construído juntos - contigo. - Estas palavras ecoaram na minha cabeça como uma canção de embalar, um verso de amor... Abracei-te e fui capaz de sentir o calor do teu corpo contra o meu. Fiquei atenta e sossegada esperando que prosseguisses. - Quero que venhas comigo para baixo! O nosso amor já se mostrou forte, verdadeiro e vitorioso; está na altura de darmos inicio a algo unicamente nosso! - O meu coração batia descompassado e o brilho dos meus olhos era tão intenso que seria capaz de te ofuscar a visão. - Presumo que isso seja um sim?!
- Sim, sim para sempre. Sim para ti, sim para mim, mas essencialmente, sim para nós...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ando a Ler #3 - Sangue Felino

A Saga do Sangue Fresco - Volume VII
 
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 288
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896372637
Preço: 16,16€

Resumo:
Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...

Ando a Ler #2 - Conclusão

Bem... Adorei. Não tenho palavras mesmo. É uma leitura bastante fácil e é uma história de amor que, à partida, seria impossível e onde, apesar da distância eles continuam a amar-se tanto, ou mais, do que quando estavam juntos. Vou já já pesquisar para saber quando sai o segundo livro. Recomendo vivamente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sorteio Atelier Izzy


Estou a participar neste sorteiozinho com o intuito de ganhar o Colar Chave.
Ao clicarem na imagem podem ir directamente ao site onde o sorteio está a ser realizado e digo-vos: tem coisas muito bonitas. Visitem :')
Começo o estágio amanhã. Se estou contente? NÃO! Nervosa? SIM!

Pedras do Nascimento


Aquamarine ( felicidade, tranquilidade e saúde ): de cor verde-azulada, foi considerada o símbolo da pureza. Consagrada ao Deus Neptuno, é um talismã dos marinheiros e dos viajantes do mar. Acreditava-se que era uma pedra de extrema sensibilidade, e portanto a ser presenteada à noiva pelo noivo no dia do casamento, com a convicção que suas almas seriam unidas e seu amor resguardado. Símbolo da constante felicidade, tranquilidade, saúde, esperança e juventude. Os Romanos acreditavam que a Água Marinha fosse uma fonte de inspiração para quem a usasse. Traz harmonia ao casamento, aumenta a coragem, sabedoria e o talento musical de quem a usa.

domingo, 3 de abril de 2011

Desafio Amor Imortal

Regras:
Levar o banner do desafio.
Check
Linkar quem te marcou
A minha querida Ma
Marcar 5 blogs e avisá-los:
1- patxipinto - Stay Forever
2- Devaneios de uma vida
3- anne - Godbye My Lover
4- Jane - Não se escreve só nos livros (...)
5- Daniel Sousa - It's Me Daniel Sousa


Responder às perguntas:

1 - Gostaria de ser um vampiro e viver eternamente?
Gostaria pois. Não só por ser um mundo completamente diferente daquele em que vivemos mas também porque se pode viver um amor eternamente.
2 - Se fosse um vampiro (a) como gostaria de ser chamado (a) ?
Pelo meu nome
3 - Qual a idade gostaria de ter para sempre?
Gostaria de ficar eternamente com 18 anos :)
4 - Qual seria sua aparência?
Uma versão mais bonita e sensual, com aquele estilo magnifico que só os vampiros têm
5 - Seria do bem ou do mal?
Do bem, claro, mas quem me fizesse mal... Ui, coitados :D
6 - Viveria entre os humanos ou preferia ser solitário?
Entre humanos
7 - Conseguiria viver de sangue ou seria "vegetariano"
Depende de como fosse a realidade, mas concordo com a opinião da Ma :')
8 - Qual seu vampiro da ficção favorito?
Edward (Twilight), Eric Night (House of Night), Eric (True Blood)
9 - Qual seu livro sobre vampiros favorito?
House of Night, Twilight, Vampire Diaries... Não dá para escolher
10 - Assisti algum seriado sobre vampiros atualmente?
True Blood, Vampire Diaries, The Gates
11 - Indique um filme sobre o assunto:
Twilight
12 - O que acha da saga crepúsculo?
Adoro os livros, mas o Lua Nova foi uma desilusão. Deixam passar em branco algumas partes que considero importantes para o desenvolvimento da história
13 - Qual o vampiro (a) mais lindo (a) da atualidade?
Dylan (The Gates)
14 - Qual o casal mais lindo?
Edward e Bella
15 - Prefere um anjo ou um vampiro?
Seguramente um vampiro :)
16 - Preferia namorar um lobisomem ou um vampiro?
Um vampiro... Seria mais quente e um amor mais forte e eterno
17 - Se fosse um vampiro namoraria um humano?
Se o amasse de verdade, claro
18 - Se os vampiros existissem se apaixonaria por um?
Eu sempre fui fascinada por vampiros mas penso que o meu coração é que escolheria isso
19 - Se fosse um vampiro seria vingativo?
Seguramente que sim,
20 - Seria belo ou um monstro?
Definitivamente belo
21 - Qual poder gostaria de ter?
Ler mentes - era bom saber o que pensam as pessoas que me rodeiam
22 - Conseguiria ficar longe de sua família?
Não sei... Tudo depende
23 - Se vivesse eternamente o que você gostaria de fazer nesse tempo todo?
Queria vive-lo juntamente com o amor da minha vida
24 - Quais lugares moraria?
Em montes rodeados por bosques lindos, castelos com paisagens sobre o rio, Itália, América...
25 - Teria coragem de transformar alguém em vampiro?
Não sei :b
26 - Qual seria seu pior inimigo? (ser sobrenatural)
Alguém que me tivesse feito mal ou que tivesse magoado alguém que amo

Play, Pause. Stop. Play...

 
Chegas-te e o teu sorriso estava morto. Chegas-te e o teu olhar não ostentava o brilho que demonstrava o teu amor por mim. Sentei-me no sofá a olhar para ti e aos poucos sentia o peso que crescia no meu coração. Olhava para ti impaciente e sem saber quais seriam as palavras que irias pronunciar e o quanto elas iriam ou não alterar alguma coisa. As tuas mãos tremiam não sei se dos nervos ou da insegurança. Olhas-te para mim com as lágrimas que ostentavam os teus olhos e soltas-te um suspiro. Os nervos subiam, miudinhos, pelo meu corpo e eu sentia as palpitações do meu coração.

- O que é que se passa - perguntei. - Estás-me a deixar nervosa.
- Não consigo, não consigo sofrer mais com a tua ausência, não consigo chorar mais por não te ter nos momentos em que mais preciso de ti, não consigo, não sou forte! - Neste momento o meu coração parou e cravei as unhas nas mãos para ter a certeza de que o que ouvia não era apenas fruto da minha imaginação ou então se não faria parte de um sonho, um sonho do qual eu queria, urgentemente, acordar.
- O que estás a querer dizer? Que queres acabar o que, com tanto esforço e amor, contruimos? Que queres acabar com todos os nossos sonhos, com a nossa família? Onde está a força que prometes-te que ias ter? Por que caminho seguiu a promessa de nunca me deixares?
- Eu nunca te abandonei, não será agora. Eu Amo-te, isso nunca irá mudar. Mas isto é o que todos querem e eu estou farto de sofrer, de ficar sozinho todas as noites - berrou ele aflito.
- Eu não quero isto, - respondi - tu não queres isto. O nosso amor é forte e verdadeiro demais para se deixar vencer pela força de terceiros. Fomos nós que pusemos todo o nosso esforço nesta relação e ninguém tem o direito de a deitar a baixo - seja quem for.
- Não dá - retorquiu ele impassível - a minha decisão está tomada e eu não vou voltar atrás querida. Apenas... Nunca te esqueças que te amo - com estas palavras chegou perto de mim e repousou um leve beijo sobre a minha testa. Afastou-se e enquanto rodava a maçaneta da porta de saída olhou para trás depositando em mim um último olhar.

Fiquei parada no meio da sala até que as minhas pernas cederam e eu caí de joelhos no chão. Agarrei uma travesseira onde enfiei o rosto para que ninguém ouvisse o meu choro. Deixei cair as lágrimas durante horas sem nunca deixar que cessassem um único segundo levando-me, assim, ao cansaço extremo. Acabei por adormecer ali, no chão da sala, agarrada em mim mesma esperando que um abraço me cobrisse. O sol entrava pela janela desperto e alegre, ainda assim não foi capaz de despertar em mim qualquer sorriso. Quando dei por mim estava deitada na minha cama, cuidadosamente coberta por um cobertor macio e suave. Não me lembrava de como tinha ido lá parar mas deixei-me estar recordando-me do que se tinha passado na noite anterior. Voltei-me olhando para a janela e deparei-me com ele sentado no cadeirão olhando para mim como se de um anjo se tratasse.

- O que é que estás aqui a fazer? - perguntei. - Pensava que a tua decisão era definitiva.
- Não conseguia dormir. Ainda me lembrava de onde estava a chave e quando entrei vi-te deitada no chão por isso trouxe-te para aqui e tomei conta de ti.
- Isso é tudo pena?
- Não, é amor, muito amor.
- Ainda assim acabas-te comigo.
- O que é que queres fazer?
- Quero ficar contigo, quero realizar os nossos sonhos, quero ter o teu amor e o teu carinho todos os dias, não te quero perder, quero construir a nossa família... - ele levantou-se e deitou-se ao meu lado na cama.
- Fica comigo!
- Tens a certeza - perguntei. - Estás pronto para lutar e para ultrapassar isto, por muito difícil que seja?
- Sim, estou. Não te quero perder de todo.
- Tu nunca me irias perder, meu amor. Eu serei tua para sempre. - O beijo que se seguiu foi apaixonado e repleto de saudades. Nada nem ninguém seria capaz de separar um amor tão grande, um amor que cresceu e atingiu proporções gigantescas.
- Eu Amo-te Princesa!
- Eu Amo-te meu Amor... para sempre.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

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Bem, quando li o email nem quis acreditar... Como se já não bastasse perder as férias da páscoa com o estágio vou começar já na quarta feira da semana que vem. Todos irão começar dia 11 mas eu não. Fiquei mesmo chateada pois esperava ter ainda algum tempo para aproveitar. Tudo bem que será melhor assim, tendo em conta que terei de fazer 216 horas, pois irei acabar mais cedo e terei mais tempo para estudar para o exame de português. Ai... Bolas!

Sussurro ao mar #38


Os dias passavam a correr e finalmente, o momento que, há meses, eu esperava chegara: o dia do meu casamento. A minha mãe não aceitou vir, ainda se encontra aborrecida pela minha decisão de ter ficado por cá. A irmã de Tiago ficou a preparar as meninas enquanto a mãe dele me ajudava a vestir. Sempre achei que seria exigente demais com o meu vestido e que demoraria uma eternidade para encontrar o ideal, mas não, assim que o vi apaixonei-me e assim que o vesti senti que era aquele, que era o tal… As minhas lágrimas tinham surgido naquele momento. Enquanto a cabeleireira penteava o meu cabelo e me maquilhava eu sentia aquele nervoso miudinho percorrer o meu corpo. Será que Tiago também se sentia dessa forma?
Quando finalmente fiquei pronta olhei-me ao espelho apercebendo-me que o momento estava a chegar rapidamente. A irmã de Tiago entrou no quarto trazendo as minhas princesas. Ambas vestiam um pequeno vestidinho cor-de-rosa com um pequeno lacinho a debruar-lhes o cabelo loiro e encaracolado. Sorri para elas e dei-lhes um pequeno beijinho no nariz. O brilho dos olhinhos delas diziam que gostavam da forma como a mamã estava, que sentiam a minha felicidade e o quanto aquele momento era importante para a nossa família. Avisaram-me que Tiago já havia saído e que dentro de cinco minutos chegaria à igreja. Os nervos começavam a instalar-se apressadamente e eu sentia aquela sensação de arrepio no estômago.
O meu carro esperava-me e eu saí com ambas as meninas. O meu pai já me esperava pois levar-me-ia ao altar. O caminho que percorremos até à igreja foi desgastante com tantas energias a percorrerem-me, ainda assim fui capaz de lá chegar completamente perfeita. As portas da igreja abriram-se fazendo ressoar o som que demonstrava a sua antiguidade. Olhei para o fundo da igreja e perto do altar lá estavas tu, lindo, estonteante e magnetizante. Comecei a avançar ao som da música nupcial e quando as nossas mãos se tocaram tudo à nossa volta brilhou como um mar de estrelas. Sorrimos um para o outro, um sorriso verdadeiro e leal, um sorriso que demonstrava a nossa felicidade e uma lágrima que mostrava a nossa emoção.
Foi um momento perfeito, com toda a popa e circunstância. Saímos da igreja recebendo uma ovação de pétalas de flores e arroz. O beijo que demos foi mais especial do que todos os outros que havíamos trocado.
Eu estava feliz, não conseguia aguentar tanta felicidade dentro de mim. Partimos em direcção à quinta onde iríamos, de certa forma, comemorar este grande acontecimento. Enquanto eu segurava Anita Tiago segurava Ariana. Elas estavam a crescer a olhos vistos, lindas e cada vez mais parecidas connosco. Quando chegou a altura de tirar as fotografias as meninas não nos queriam largar por esse mesmo motivo foram connosco sendo as estrelas daquele momento. Ali, enquanto eu segurava as minhas filhas e tinha o meu marido a meu lado apercebi-me que a minha família estava finalmente criada e que eu não podia sentir-me mais feliz.
Sou uma mulher de sorte não sou?

Fim